Espero que todos tenham aproveitado o Carnaval da melhor forma possível. Para alguns, o agito é prazeroso e para outros, a tranquilidade é o que faz bem. Para alguns, viajar é uma grande oportunidade e para outros, o descanso do lar renova todas as energias para os próximos meses... Para mim, todas essas opções agradam, mas neste ano, o que falou mais alto foi o agito do SAMBA. Este ritmo me encanta bastante, pois levanta meu astral, me deixa entusiasmado e vibra meu coração ao despertar uma imensa alegria. A essência do SAMBA como estilo musical, representa toda a alegria e a ginga do povo brasileiro, com um toque de camaradagem e positividade que contagiam o ambiente, convidando todos a sambarem. Eu gosto tanto do SAMBA tocado suavemente só no cavaco, quanto do SAMBA tocado pela bateria de uma escola.
Depois que algumas metas para minha vida foram escritas em janeiro deste ano, procurei cumpri-las com toda minha dedicação. A verdade é que se não fosse a assistente social do Lucy Montoro, que me pediu para escrever um projeto de vida, eu não teria minhas metas em papel rsrs. Uma delas é escrever aqui no blog 4 postagens por mês - em janeiro consegui e agora em fevereiro estou correndo atrás para cumprir o objetivo. Já a meta do Carnaval, é mais simples e foi fácil de cumprir: assistir ao desfile das escolas de SAMBA daqui de São José dos Campos. Realmente foi um momento muito especial e que me trouxe muita alegria.
Como eu dependia de alguns fatores, fui pensando na meta e deixando chegar o dia do desfile para ver o que iria rolar. Na segunda eram as principais escolas de SAMBA. No fim da tarde, tudo deu certo e foi confirmado que eu teria a oportunidade de assistir ao desfile. Comecei a ficar sorridente e animado, o SAMBA foi me contagiando por completo e não via a hora de dançar ao som da bateria e dos cantores. Escolhi uma camiseta vermelha em homenagem à Jennifer Lopez no Camarote Brahma, mas ao invés de "Sapucar", fui "Teotoniar" na Arquibancada Especial, pois era na Avenida Teotônio Vilela rsrs, ao lado da Prefeitura joseense. Meu irmão Caio deixou eu e meu pai no local, onde deixaram descarregar minha cadeira em um lugar tranquilo. Aí já eram 20 horas e a noite estava agradável para cair no SAMBA.
Os foliões foram preenchendo as arquibancadas e mostrando que a noite seria de grande agito e empolgação. Fui entrando no clima descontraído e me aproximando da galera. Passei pela avenida até avistar a Arquibancada Especial, para as pessoas com deficiência e perceber que a primeira fila estava cheia de gente. A arquibancada era posicionada mais para o final da avenida e para entrar nela, era preciso subir uma rampa da altura de uma calçada, andar por uma pequena passarela de madeira, virar a cadeira e subir em uma larga rampa. Dentro da arquibancada, a altura dava uma boa visibilidade, a primeira fila estava quase toda ocupada e os acompanhantes sentavam atrás. Quando vi, me sentei ao lado de uma amiga cadeirante que todos os anos acompanha os desfiles junto com sua família e que assim como eu, adora curtir SAMBA no Carnaval, tanto que ela até já desfilou por uma escola. Esta minha amiga adora conversar com o pessoal da organização do evento, com os participantes da escola e conhecia todo mundo que passava na frente da arquibancada - quando não conhecia, acabava fazendo amizades. E é claro que ela quis conhecer a Corte do Carnaval eleita neste ano, formada pelo Rei Momo, pela Rainha e pelas Princesas (que são passistas) e o Cidadão do Carnaval (um cara usando um chapéu de sambista, que nem aqueles que equilibram o pandeiro com um dedo).
Eu tive o prazer de conhecer uma das Princesas e fiquei encantado por ela. Antes do desfile começar, observei a Princesa caminhando suavemente pela avenida, como se cada leve passo demonstrasse a harmonia de um ritmo alegre, acompanhado de um belo sorriso. Ao ouvir um chamado da Arquibancada Especial, ela carinhosamente foi se aproximando e seu sorriso foi aumentando. Atenciosa, ela estava conversando com minha amiga cadeirante e eu olhava admirando a amizade que surgia em meio ao alto astral de todos no Carnaval. De repente, minha amiga cadeirante me apresentou para a passista e me incluiu na conversa. Fiquei animado e fui surpreendido pelo cumprimento especial da passista, que foi subindo na grade para conseguir me dar um beijo. A passista foi tentando alcançar meu rosto e foi se aproximando cada vez mais. Meu coração foi batendo igual á bateria da Mangueira e fui sendo envolvido por um grande encantamento. Mas não fiquei sem beijo... A passista pegou em minha mão esquerda e a beijou com todo o cuidado. Sua boca foi se aproximando de minha mão como uma leve brisa e foi tocando meus dedos como uma massagem de pétalas. Pois é, foi uma mistura de SAMBA só no cavaco com SAMBA de bateria de escola. A marca de batom durou 2 dias, mas a alegria do momento dura até hoje rsrs.
Chegou a hora dos desfiles. As escolas ficavam preparadas e antes do show começar, um dos cantores chamava a comunidade, agradecia, desejava boa sorte, convidava a platéia para soltar a voz, tudo com o maior entusiasmo, soltando o grito mais forte da garganta, na maior animação. Tipo assim: "Simbora, galera!! Vamo soltar essa energia positiva!!! Quero ver todo mundo cantar comigo!!! É agora, vamo com tudo!!! CHORA, CAVACO!!!!". Depois disso, a bateria vai com tudo e faz as pessoas caírem no SAMBA. Mesmo com a escola no início da avenida, dá para sentir o som dos cantores e da bateria, além da letra da música, tocarem sutilmente o coração. O coração vai vibrando aos poucos, sentindo o entusiasmo se aproximando a cada ala e a cada demonstração artística do enredo das escolas. De tempos em tempos, era preciso olhar para o lado, para ver se a escola estava chegando. Enquanto isso, a ansiedade e a curiosidade para ver cada apresentação iam tomando conta de mim. Isso até o momento em que se via a comissão de frente, pois indicava que a bateria estava cada vez mais próxima. A escola ia atravessando a avenida, apresentando a ala das baianas, o casal de mestre sala e porta-bandeira, os carros alegóricos, a velha guarda, as passistas e por fim a bateria com sua Rainha, ditando o ritmo e guiando todos os membros da escola.
Quando a bateria passa bem na frente da Arquibancada Especial, é o momento de maior emoção. O samba da bateria tocado ao vivo, possui a essência do SAMBA, pois por conter o espírito da alegria, ele tem vontade de ser compartilhado com o máximo de pessoas. São vários e diferentes instrumentos que participam, mas o entusiasmo das pessoas que os tocam dá o toque de amor nas notas musicais. O som é alto e dá vida ao SAMBA. O coração do SAMBA se une ao nosso coração, fazendo-o acompanhar a batida e contagiando-o com o alto astral da avenida. A batida da bateria e a agitação do ritmo parece ter continuidade em meu corpo. Meu corpo começa a sambar da forma que consegue, mas com o máximo de movimentos. O SAMBA me envolve com uma energia positiva extra e com uma sensação incrível. É por tudo isso que fico sambando sem parar, na maior empolgação.
Eram 6 escolas de SAMBA se apresentando no grupo principal, das quais acompanhei o desfile da Unidos da Vila (enredo "Sou Pirata e Daí?"), Acadêmicos da Santa Cruz (enredo "Santa Cruz é festa o ano inteiro") e Corinthinha do Jardim Paulista (enredo "Hoje o amor está no ar"). Já era mais de meia-noite quando decidimos ir embora e ao esperar tomamos um pouco de chuvisco.
Um Alegre Abraço!!!!





