sábado, 29 de setembro de 2012

Independência ou... Litoral Norte

Olá pessoas,
O dia 7 de setembro, comemoração da Independência do Brasil, é um dia marcante para nosso povo. Aqui em São José e em várias cidades, o dia foi comemorado com desfile de autoridades importantes com patentes do exército, dos bombeiros, da medicina, além de grupos de cidadãos, todos compartilhando a honra de representar a Pátria. Enquanto isso, muitos aproveitaram o feriadão para viajar rumo ao litoral. Eu e minha família escolhemos o Litoral Norte, em Ubatuba, para aproveitar o descanso. Por isso, minha forma de celebrar o país independente foi mais zen, observando as belezas e os encantos da praia, me sentindo grato e honrado em ser brasileiro.

A praia tem sido um Paraiso para o humilde poeta que sou... Quais palavras podem definir e descrever belas e grandiosas obras divinas que fazem parte do litoral de Ubatuba? Vou descobrir agora, nas próximas frases deste simples e inspirado texto...

 
Abri os olhos e despertei nesta manhã da Independência. Após tirar a máscara do Bipap de meu rosto, olhei para o teto do apartamento reparando na forte cor branca da pintura. Virei meu olhar para a janela, que quando aberta, revelou uma sutil claridade por entre o nublado bonito do céu. Certamente daria praia, pois no litoral, só de não chover já dá para aproveitar ao máximo. Para quem mora no interior de SP e ao invés de observar o Banhado, encontra um mar imenso e infinito no horizonte, a vontade é de fotografar esta nova paisagem no coração. Defini minha estratégia para curtir os instantes de calor e me proteger dos ventos geladinhos da beira-mar – usei uma camiseta de manga curta por baixo de meu colete ortopédico e uma de manga cumprida para eu controlar a sensação de frio ao longo da tarde. Para acompanhar, usei uma calça-shorts em sua versão curta, pois pensei que não sentiria frio nas pernas; além de um tênis esportivo para fechar o vestuário e meia (confesso).

Levantado da cama e sentado na cadeira de rodas motorizada (porém com motor falho), parei perto da cozinha para tomar meu café da manhã: cappuccino com leite e pão de egg (aquele pão redondo da Panco) com margarina – é o que adoro comer quando estou na praia, que é um lugar onde costumo mudar alguns pontos da rotina. Mas o remédio diário tem que tomar aonde eu estiver. Quando olhei na TV, estava passando o jornal Link Vanguarda e apareceram notícias de minha cidade, São José dos Campos. Foi aí que minha mente percebeu uma inversão de papéis por alguns dias que aconteceu. Ao longo do ano, admiro bastante a vista do Banhado, do Vicentina Aranha e de vários cartões postais joseenses, tudo ao vivo e a cores – enquanto assisto no mesmo noticiário e aprecio imagens do litoral de Ubatuba, com uma louca vontade de estar perto do mar, das areias, dos coqueiros, dos quiosques, da serra, das nuvens e do céu. Já nas ocasiões em que estou no Litoral Norte, presenciando suas belezas naturais e encantadoras, vendo diretamente com meus olhos, totalmente presente, envolvido de corpo e alma, com a maior sensação de paz possível, ao assistir imagens das paisagens de minha cidade, percebo que ela é igualmente bonita e sua natureza impressiona.

Assim que tive oportunidade, depois de notar o céu ficando azul e o sol aparecendo mais forte na sacada do apartamento, decidi observar as ondas do mar e a fronteira do horizonte com o céu. Permaneci na varanda gourmet, curtindo os novos ângulos da paisagem, pois estávamos estreando o novo apartamento que alugamos, que fica um andar acima do anterior. Olhei para um grande terreno vizinho, com grama por todo lado, no qual gaivotas e outros pássaros davam rasantes, pousavam e se cruzavam como aviões da Esquadrilha da Fumaça. Olhei para os edifícios vizinhos, reparando em seus formatos diferenciados, do estilo clássico ao moderno, tendo sacada com vidro ou metalizado... Depois olhei para as sacadas dos outros blocos do edifício no qual estava e fiquei pensando sobre o toque pessoal dos moradores de cada sacada, algumas com artesanato enfeitando (peixinhos grudados na parede, tucanos pendurados no teto, mesas e cadeiras com decoração diferente, varais com toalhas coloridas, plantas grandes e até pessoas conversando – desta vez muitos foram à praia por conta do feriado. Dei uma pequena olhada na vegetação verde e abundante da serra do mar. Virei para o outro lado, seguindo o maravilhoso azul claro do céu, enfeitado com poucas e pequenas nuvens, até meus olhos encontrarem os coqueiros em cor viva e natural – mais abaixo, as areias iluminadas indicavam o visual praiano, com um quiosque cheio de gente em volta. Visto de uma sacada mais alta, o mar revelou novos detalhes visuais, me permitindo assistir ao espetáculo deslumbrante do movimento das ondas da Praia Grande. É incrível acompanhar a vinda das espumas brancas, misturadas com o sal da água, que adornam a ponta de cada onda. O mar nos demonstra que está vivo, por meio de uma sincronia, pois enquanto uma onda se aproxima das areias e chega ao seu fim, outra onda vai se formando com o recuo da água, criando um turbilhão em espiral, uma espécie de mini-tubo, cuja mistura termina com a aproximação dessa nova onda espumada. Ah! Quanta inspiração sentida só de apreciar a beleza do Litoral Norte brasileiro.

 
Depois de tanto curtir a paisagem do país sendo representada por Ubatuba, permaneci no calor agradável da sacada, até que meus olhos encontraram as curvas da mulher brasileira. Como um admirador que encontra sua musa do verão na praia, parei para admirar uma mulher que se cobria de protetor solar de forma independente e dedicada. Com toda suavidade e delicadeza, ela mesma ia passando o bloqueador pelo corpo, massageando-o com grande cuidado. Não sei se por coincidência, mas o biquini que ela usava era verde - impossível não ter reparado. Ela seguiu com o protetor, deslizando suas mãos pelo pescoço, pelos braços, pela barriga e pelas pernas. Não sei se ela me flagrou admirando sua beleza - fiquei admirando-a não por safadeza, mas com um olhar encantado de poeta, que deseja se inspirar no charme das brasileiras.

 
O relógio marcava 14:30 com um sol brilhante e intenso. Como todos acordaram meio tarde, o tempo ia voando enquanto nos trocávamos para a praia. A vontade de curtir o litoral foi  tanta, que decidimos atravessar a rua e ir rapidamente à Praia Grande. Na travessia, foi preciso passar correndo entre os carros, contando com um empurrãozinho de meu pai. Até chegar ao quiosque, tivemos que vencer o degrau de uma calçada, que dava em uma estreita rampa cujo corrimão de segurança não dava nenhuma confiança - fui descendo meio derrapando e de modo irregular. Pareceu esporte radical, pois minha cadeira teve de levitar para entrar na rua. Enfim na calçada do quiosque, um último degrau, IMENSO, tivemos que vencer. Depois disso, foi só alegria. Pegamos uma mesa protegida pela sombra de um belo coqueiro, sobre um piso fofo de areia, permitindo que as rodas da minha cadeira afundassem e travassem naturalmente. Era como uma sacada do quiosque, uma área VIP para poucos com uma visão exclusiva e deslumbrante da praia, sem grades de proteção na frente, aumentando o visual da paisagem. Parecia uma sessão de cinema em 3D, ao vivo, visto da primeira fila, com o melhor da programação natural do Litoral Norte.

 
Nada em nossa frente impedia o ato de admirar o lugar, em uma riqueza de detalhes sensacional, capaz de encantar a alma. Cada reencontro com o mar é uma nova descoberta do Brasil, onde ao invés de acharmos uma nova terra, gritando "Terra, à vista!!!", nos deparamos com novas formações de ondas (de diversos tamanhos, formatos e tubos), com novas nuvens no horizonte (que define um céu azul ou nublado, a presença ou não do sol - cujas manhãs e fim de tardes, o vemos nascer e se pôr, criando um visual abençoado de cores), com marés altas ou baixas (aproximando ou recuando o mar em relação à areia). Isso me faz refletir sobre a aventura que é viajar para mim, partindo de São José para Ubatuba, levando o kit completo de apetrechos e "equipamentos essenciais", evitando dores durante a estrada e depois de descer, olho pelo vidro do carro e digo: "Mar, à vista!!!". Bonito de se observar também é o contato do mar com a areia, transformando-a em uma mistura de consistências: começando com o trecho claro dividido entre mais fofa e menos fofa, continuando com o trecho mais duro e mais escuro e terminando com o trecho mais escuro ainda e ao mesmo tempo brilhante, como um espelho de barro, além de ser mole e aguado. Visualmente falando, as diversas faces da areia formam um degradê entre a cor bege e a cor marrom. Finalizando com o mar cobrindo os "pés" da areia.

 
Pedimos uma porção de batata-frita, que evaporou em questão de minutos, acompanhada de uma latinha de Guaraná. Em outro momento, tomei um sorvete de palito, sabor de trufa de chocolate belga, pois sorvete com praia sempre combina. Mesmo na sombra, com um vento friozinho e agasalhado (inclusive depois cobri minhas pernas com uma toalha rs), tratei aquela tarde como ensolarada, por isso tomei sorvete e ainda passei protetor solar pelo corpo.


Falando em bronzeador, não consegui ver nenhuma mulher passando protetor, acho que as mulheres brasileiras são tão independentes que já vão à praia com protetor. Mas vi muitas mulheres lindas de biquini, talvez pelo grande movimento do feriado. Essas mulheres eram tão charmosas, que dava para eleger uma Miss Bumbum. E imaginar que em São José quase não vejo mulher de biquini (só no desfile da Oscar rsrs)... De repente, tive um recaída no meu vício de colecionar folders de baladas: mulheres vestindo shortinhos e uniformizadas com camisetas enroladas mostrando o umbigo, desfilaram pela areia, divulgando um evento com a presença de DJ´s com a entrega desses folders - meu pai acabou pegando um folder para mim e consegui matar minha curiosidade.

 
O Litoral Norte no feriado, contou com a presença de muita gente. Isso se via na areia lotada de mesas e cadeiras com sombrinhas (com as cores e os logotipos de cervejas famosas) ou sombrinhas próprias (com cores, estilos, formatos, materiais e estampas diversas) misturadas com cadeiras inclináveis, cangas e tapetes ao chão (além das bolsas térmicas ou geladeiras de isopor), brinquedos para mexer com a areia (para as crianças), trailers vendendo pastel ou milho verde, vendedores de queijo, churros, sorvete, empada ou coxinha, tendas brancas, carrinhos com roupas de praia e até lugar para fazer tatuagem...


Isso se via em cada grupo de pessoas aproveitando de jeitos únicos e independentes: famíliares, amigos, moradores locais, turistas, crianças, jovens e adultos, mulheres e homens, banhistas, surfistas, usuários de jet-ski, barco e lancha...


Pessoas passeando pela areia, mexendo com balde e pá na areia, fazendo castelo de areia, tomando sol sentadas ou deitadas na areia, tirando fotos das belezas naturais, comendo salgados e doces praianos ou não, conversando ou relaxando em silêncio, jogando frescobol, vôlei ou futebol, se refrescando no mar, colocando os pés na parte rasa, nadando ou boiando na parte mais funda, surfando ou tentando ficar em pé na prancha sobre as ondas, pegando um jacarezinho com um body board... Enfim, brasileiros independentes, curtindo a liberdade de descansar o corpo e a mente da correria da rotina.

 
O sol foi mudando de posição e ficando mais fraco. O fim de tarde foi se aproximando, com uma bela paisagem aos olhos de todos. O vento frio foi aumentando e o arrepio pelo corpo também. Até a grande lancha do Max da novela "Avenida Brasil", deu uma passada na Praia Grande (vai ver ele foi tirar uma folga da Carminha).


Depois de todos terem aproveitado à sua maneira, sentimos que era hora de voltar para o apartamento e guardar energias para o dia seguinte. Fiz o caminho radical inverso: subi o super-degrau da calçada do quiosque, atravessamos uma rua, subimos a rampa estreita e atravessamos a rua principal. A bateria da minha cadeira foi para o espaço, mas aos trancos e barrancos retornei ao apartamento. A partida de amistoso do Brasil contra a África do Sul (que foi 1x0 para o time brasileiro) tinha começado e conseguimos assistir até o fim, na companhia de um prato de macarrão com carne. Em seguida, assistimos o último capítulo da então novela das seis, "Amor Eterno Amor", onde acompanhei o emocionante final da personagem Miriam (pela qual fiquei profundamente apaixonado, por aqueles olhos marcantes, aqueles lábios maravilhosos com um vermelho irresistível do batom, por aquele sussurro meigo de palavras amorosas e sua música de fundo "...Ainda bem, que agora encontrei você!!!"). Após um belo e agitado 7 de setembro ao lado da família, em pleno Litoral Norte (longe do desfile da Independência de São José dos Campos), comecei a escrever de noite, um texto sobre minha aventura, que se transformou nesta postagem.

Um abraço de brasileiro independente para brasileiros independentes!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Afilhado de Sorte

Olá pessoas,

No primeiro dia deste mês, num sábado à noite, tive a grande alegria de receber a visita dos meus queridos padrinhos e de minha querida prima, para colocar as novidades em dia. É que fiquei um longo tempo sem vê-los por conta de suas viagens em outros países: meu padrinho nos EUA; minha madrinha e meus primos na Argentina. Me senti feliz por eles terem aproveitado e curtido belos momentos durante suas estadias. Naquele sábado, eu tinha acabado de chegar de um passeio ao shopping e já era início da noite. Foi aí que recebi a maravilhosa notícia de que meus padrinhos me fariam uma visita.


Assim que chegaram, me senti imensamente feliz por poder matar as saudades e pela chance de conversar com eles, compartilhando todas as notícias. Me cumprimentaram com imenso carinho e entusiasmo, tornando o instante emocionante. Trocamos lembrancinhas entre nós: eles me deram uma camiseta azul com palavras em argentino e uma camiseta azul com o logotipo da Nasa - adorei o generoso gesto deles, por se lembrarem de mim através dos presentinhos, muito obrigado, fiquei super contente por saber que tudo isso representa a demonstração de todo o amor incondicional que sentem por mim e é fortemente recíproco. Dei uma caneca escrito "Super Padrinho" e outra escrito "Super Madrinha", para adoçar com amor cada bebida que eles prepararem em suas novas canecas - cuja arte impressa foi feita de coração pela minha cunhada Leandra - e para completar, dei meu toque de Poeta aos presentinhos, escrevendo um texto homenageando meus padrinhos e meus primos, além de agradecer por tudo o que fazem por mim. A pena é que o texto foi impresso de uma forma criativa, porém ficou na gráfica e não o peguei a tempo. Foi aí que decidi ler o texto para eles, em voz alta e direto do computador, para completar as lembrancinhas. Ao longo da leitura, procurei sorrir com toda minha sinceridade e olhar nos olhos de cada um. Meus olhares foram correspondidos junto de sorrisos e com o tempo, as lágrimas de boa emoção foram aparecendo em seus olhos. É nessas horas, que fico maravilhado por perceber que presentear com palavras é algo mágico, encantador e abençoado por Deus.

E é por tudo isso, que senti uma enorme vontade de compartilhar com meus queridos leitores e cada visitante que passar por este singelo blog, este texto-homenagem aos meus padrinhos, aos meus primos e toda sua família. Quando criança e adolescente, confesso que minha timidez me vencia e nem sempre eu conversava sobre tantos assuntos com meus padrinhos - eu não fazia de propósito, apenas tinha uma vergonha de falar com as pessoas, inclusive as da minha família e não entendia nem sabia a razão. Mas o amor que sinto por eles sempre foi intenso, repleto de orgulho, respeito, admiração, gratidão, sinceridade, bondade e alegria. Agora como adulto, tenho consciência do quanto é valioso conversar com eles, tenho a sabedoria e a humildade de reconhecer que já aprendi e ainda posso aprender muito mais com eles. Hoje, a cada reencontro, fico à vontade para conversar um pouco mais sobre várias novidades e assuntos, tendo espaço até para algumas tiradas bem-humoradas, fazendo todos rirem rsrs A cada visita, a cada instante de união e carinho, procuro me abrir ainda mais, contando o que penso e sinto, para saber como estão suas vidas. Sei que é difícil suprir os momentos em que nada falei ou em que não expressei o que pensava ou sentia, mas o que vale mesmo é o agora e as aventuras daqui para frente.


Atualmente, quero que meus padrinhos saibam que AMO MUITO ELES e que SOU ETERNAMENTE GRATO por tudo o que fazem por mim. Peço de coração aberto que ME PERDOEM se faltei em algum instante, se não estive totalmente presente em nossas convesas e encontros emocionantes. SINTO MUITO por não ter dito tudo isso que escrevi nesta postagem, me arrependo por não ter retribuído antes toda a sorte que sempre plantaram em meu caminho - a verdade é que meu processo de aceitação da minha doença e da minha deficiência, quando me tornei cadeirante, mexeu muito comigo, me deixando inseguro, mais tímido, muito crítico comigo mesmo e com baixa auto-estima. Graças a Deus, ao amor da minha família e ao amor de meus padrinhos, conquistei a aceitação e hoje sou um adulto que seguiu seus exemplos e conselhos, que aprendeu com cada conversa e troca.


“Afilhado de Sorte”

Desde que nasci, Deus me abençoou com uma vida maravilhosa para trilhar. Ganhei a oportunidade de conviver e trocar aprendizados com minha querida família. Anos depois, descobrimos minha doença e o que poderia ser assustador se tornou minha aventura diária. Ainda hoje, sigo na jornada rumo aos grandes ensinamentos, encontrados de acordo com cada momento. Tudo é aprendizado.


Além de contar com uma família maravilhosa, que apesar de tudo sempre deu um jeito de ultrapassar as pedras no caminho, tive a sorte de meus pais terem escolhido para mim Super-Padrinhos. A partir da cerimônia de batismo, pude oficialmente ser chamado de afilhado por vocês – claro que quando bebê, não tinha a consciência da grandeza deste fato. Hoje, vejo tudo isso como um milagre de Deus, principalmente quando me lembro dos grandiosos instantes que compartilhamos juntos.


Quando conheci vocês, eu ainda era um simples bebê e isso já estava nos planos de Deus. Meu destino passou a ser protegido por meus Super-Padrinhos. Foi mágico como um conto de fadas: na igreja, pessoas ao nosso redor sorriam emocionadas, meus pais me seguravam no colo com imenso carinho, o padre orava me abençoando e me desejando sorte... Eis que de repente, os grandes amigos de meus pais passaram a fazer parte de minha vida e poderiam me proteger e cuidar de mim com seus Super-Poderes vindos do amor incondicional.


Receberam a missão de serem meus Padrinhos e hoje me sinto muito grato por tudo o que fizeram por mim. Vocês sempre estiveram ao meu lado, em todas as ocasiões, nos tempos difíceis, em cada aniversário ou data comemorativa, em cada noite de autógrafos, em todas as colações de grau e bailes de formatura, nos churrascos e em suas adoráveis visitas. Com o amor que recebo de vocês, sinto minha sorte renovada, pois sei que desejam o meu bem... Todo esse profundo amor renova minhas forças, me carrega nos braços quando não consigo seguir adiante, me enche de luz e de coragem para encarar os desafios. Lhes desejo de volta toda a sorte do mundo e que sejam sempre felizes em suas caminhadas.


Que sorte a minha ter laços de família tão próximos com meus Super-Padrinhos. Sou grato também pelos primos que ganhei, Renan e Milena, que em minha infância me fizeram companhia em brincadeiras, festinhas e jogos, enquanto hoje contam suas incríveis histórias, de uma forma descontraída, além de estarem conectados comigo nas redes sociais.

O melhor de tudo é que não foi um simples conto de fadas que vivenciamos. Nós vivenciamos a vida real, que é intensa nas dores e nas flores, as dificuldades de minha doença constantemente me desafiam, porém Deus me fortalece e me inspira a querer acordar cada dia e viver ao máximo, com a ajuda de pessoas especiais, em busca do aprendizado da alma. A realidade está no Super-Amor que recebo de vocês, meus Queridos Padrinhos, que a cada desafio de minha doença – a dificuldade de andar, a ida para a cadeira de rodas, o colete e as órteses, o Bipap – sempre estiveram comigo me oferecendo amparo, carinho, paz, alegria, luz, ensinamentos e principalmente amor incondicional. Sei que independente do que vier pela frente, continuarei tendo a sorte de ser protegido e fortemente amado por vocês. Continuarei sendo iluminado, ajudado e tendo força para seguir em frente. Me sinto honrado e com muita sorte por ser afilhado de vocês. Obrigado por tudo! Amo muito vocês!


Dedico esta postagem para meus queridos padrinhos, Rosely e Ruy, seus filhos Renan e Milena (que considero meus primos) e toda sua família, que são muito especiais para mim. Dedico também para meus pais, Marli e Rui, que escolheram seus grandes amigos para serem meus padrinhos e para toda minha famíia. E dedico para todos os afilhados e para todos os padrinhos deste mundo.

Abraços!

domingo, 2 de setembro de 2012

Dicionário do Poeta

Olá pessoas,

Apesar de ter alguns temas e assuntos que dariam para novas postagens, não tenho conseguido criar a oportunidade para escrevê-las. Talvez um pouco por causa dos afazeres semanais, talvez um pouco por não planejar meu tempo de cada dia ou talvez por conta das semanas passarem voando e quando vejo, já é fim de semana. Confesso que estou meio atrasado naquele ritmo de 4 postagens por mês, mas garanto que vou fazer de tudo para compartilhar com vocês várias novidades nas próximas postagens. Aguardem, pois pela frente virão postagens emocionantes. A de hoje é simples, mas de coração e com muitos significados.

Desde os tempos de escola, aprendemos a usar o dicionário para saber as definições das palavras. Os professores faziam a leitura de alguns textos em sala e pediam para grifar as palavras desconhecidas, para depois procurar seus significados no dicionário. Quando criança, eu tinha guardado em casa o mini-dicionário Aurélio, aquele de capa azul e quase todo mundo tinha. Ele quebrava um bom galho nas aulas e nas tarefas. Quando as palavras para procurar eram muito antigas, meu pai emprestava o dicionário dele, que era grande, sem capa e com folhas amareladas, porém bastante eficiente. Lembro que para mim, a magia do dicionário era imaginar que praticamente todas as palavras (usuais na vida) estavam dentro de apenas um livro: ao abrí-lo, sentia como se as palavras fossem libertas e voassem ao meu redor. Em seguida, era como se eu interagisse com as palavras, iniciando uma emocionante busca ao virar cada página, como um desbravador que passa por entre as matas mais altas, abrindo caminho na escolha das letras iniciais em ordem alfabética, até o encontro da palavra certa. Já nas aulas de inglês e espanhol, tanto no fundamental como no ensino médio, o signifcado vem na forma de tradução de uma dessas línguas para o português. Neste caso, é uma nova busca: conhecer a versão internacional de uma palavra, com mesmo significado, mas com letras diferentes ou um pouco parecidas (no caso do espanhol).

Nas disciplinas de ensino técnico (Publicidade) e de faculdade (Propaganda e Marketing), tive de me adaptar ao glosário específico desta área, que adota muitas palavras em inglês. Só que além de inicialmente se estudar a fundo a teoria e os conceitos de cada palavra de propaganda, é preciso conhecer todas elas na prática. O entendimento acontece na junção de teoria e prática.


Atualmente, neste tempo de pós-faculdade, uso o dicionário de modo informal e por vontade própria, movido pela curiosidade de entender a essência do signifcado das palavras. Antes, eu costumava digitar determinada palavra no Google e clicava em algum site com o significado. Agora, digito a palavra no Dicionário do UOL, que consulta e mostra os significados dos dicionários Houaiss, Michaelis e Aulete. Costumo ler todos os significados que uma palavra pode ter, para ampliar suas possibilidades de uso em alguma obra minha. Consulto todos esses dicionários citados, tudo pelo computador, via internet. Faz um tempo que tenho adotado o dicionário virtual para escrever minhas poesias e isso tem me ajudado bastante a usar a mesma palavra de forma diferente ou a usar novas palavras nos versos, inclusive para criar as rimas. Até as palavras mais conhecidas e que já sei o significado, procuro para entender outra visão de seus significados. Por exemplo, nas poesias de datas especiais, procurei no dicionário e até pesquisei mais a fundo o significado de "Natal", "Reveillon" e "Páscoa", além das palavras "mãe" e "pai".

Acredito que o dicionário tem tornado minhas poesias mais profundas e verdadeiras. Fui abençoado com o talento da escrita, mas quero também compreender as palavras, tendo a humildade de reconhecer que não sei tudo. Procuro respeitar cada palavra, buscando aprimorar meu conhecimento sobre ela em um processo de aprendizado. Para aprender na vida, precisamos estar abertos a receber os ensinamentos do próximo, por mais simples que sejam esses ensinamentos. É um gesto nobre abrirmos nosso coração para tudo o que outra pessoa tem a nos dizer, pois ela sempre terá algo diferente a nos ensinar. E nós sempre teremos algo diferente para ensinar a ela. Assim que leio o conceito de cada palavra, aos poucos vou absorvendo seus vários significados e misturando com as visões e assossiações poéticas do amor que tenho em meu coração sobre cada palavra. E o toque final vem do Dicionário do Poeta, que possui as palavras com significados ditados por Deus, tornando-as mais profundas e verdadeiras. Se foi Deus Quem me presenteou com a dádiva da poesia, é Ele Quem planta em meu coração esses novos significados, repletos dos melhores sentimentos. As palavras do Dicionário do Poeta não precisam ser procuradas. Elas já estão disponíveis dentro de mim, por meio da conexão com Deus. Basta eu respirar fundo, fechar os olhos, esvaziar a mente, orar pedindo a inspiração divina... As palavras poéticas me encontrarão e aparecerão em cada obra.

Um Abraço com Grande Significado!