sábado, 11 de agosto de 2012

Pais - Semeadores de Vida

Olá pessoas,

Logo após ter escrito a poesia em homenagem ao Dia das Mães, decidi que de qualquer maneira escreveria também uma poesia para o Dia dos Pais. Graças a Deus, consegui fazer esta homenagem a tempo - a inspiração apareceu nessa semana, na manhã de segunda-feira. Criei metade da poesia, foram 3 estrofes. Já a outra metade, ficou pronta na noite de terça-feira, durante a novela das 9. Há algumas semanas, andei pensando sobre como descrever os pais da forma que eles merecem, levando em consideração o grande amor que sentem pelos seus filhos. A comparação poética que escolhi para esta mensagem especial ao meu pai e a todos os pais, é a de "Semeadores de Vida". Ou seja, os pais são como agricultores que praticam a semeadura ao lançar as sementes na terra, para que cada planta possa brotar. Cada planta representa um filho, que através das sementes, vai se transformando e tomando forma de planta. Ao longo de sua vida, a planta vai recebendo a força e os cuidados de seu agricultor (o filho vai recebendo o amor do pai, a seu modo e também através de gestos protetores), até que ela se torne independente e possa seguir seu caminho.

Então ser pai é ser semeador. É semear não só a vida do filho, mas também semear boa companhia, conselhos, proteção e sabedoria. Por outro lado, o que se colhe da planta em retribuição é carinho, gratidão, respeito, admiração. A vontade de ver os filhos bem, felizes e cheios de vida, acaba amolecendo o coração dos pais, que geralmente se mostram contidos nas emoções, com certa firmeza nas palavras, mas na hora de revelar o orgulho que sentem por suas "crias", as lágrimas são inevitáveis. Quando se fala da presença do pai na infância de um filho, me lembro daquela cena em que o pai o ensina a andar de bicicleta sem as rodinhas de proteção. A proteção se faz presente como um gesto de incentivo: as mãos firmes dão um empurrãozinho inspirador e geram conforto, indicando que o pai estará por perto para amparar seu filho nos momentos de escuridão. O pai quando preciso, estará de braços abertos, sendo um escudo contra os desafios da vida. Com o filho, acontecem as conversas de homem para homem, sobre assuntos secretos. Com a filha, vem os ciúmes e a vontade deixá-la em segurança sob sua asa. Pai é uma mistura de parceria, com um lado guardião e um toque de manteiga derretida. No fundo, os pais são "babões".


"SEMEADORES DE VIDA"

Ser pai é ser semeador,
Pois com sua força inspira amor.
A semente que vira planta
Como filho desencanta, se levanta, acalanta.

Nos primeiros sinais de folhas a cair,
Tal qual treinos de bicicleta ao sair,
As mãos firmes sempre farão o amparo
E darão segurança, graças ao seu faro.

As conversas de homem para homem
Ou os ciúmes da filha que o consomem,
É o jeito sério de sentir orgulho,
Desejando ser um amigo, um espelho.

O poder de semear torna o pai herói,
Protege o filho e sabedoria constrói...
Semeia conselhos que abraçam firme:
Tal pai, tal filho formam um belo time.

O desejo de colher o faz amolecer,
As lágrimas não há como se conter,
Acompanhando cada fase da vida
Da planta eternamente agradecida.

Pais: babões, guarda-costas, parceiros,
São leais, semeadores verdadeiros
De boa vida para seus descendentes,
Que de sementes viram independentes.

(Fábio Cassiano)

Pai, muito obrigado por ajudar a semear minha vida e por demonstrar seu amor por mim através de sua força. Você é o pai certo para mim e te agradeço por tudo o que me ensina diariamente. Apesar de tudo e de cada desafio que enfrentamos, suas mãos firmes sempre me seguraram, nas primeiras quedas, na primeira cadeira de rodas, no primeiro colete e ao mesmo tempo, vibraram com aplausos em meus aniversários, em minhas formaturas e até no lançamento do meu primeiro livro. Me orgulho de ser seu filho. Eu te amo... Te desejo um Feliz Dia dos Pais!

FELIZ DIA DOS PAIS PARA TODOS OS PAIS!!!

Um abraço semeado com muito carinho!

domingo, 5 de agosto de 2012

O Reencontro do Poeta com a Praia (PARTE 2)

Olá pessoas!

Compartilho com vocês a continuação da postagem sobre meu reencontro com a praia. A primeira parte do texto está neste link

Praia: o templo de paz do poeta Fábio e de todos que admiram a paisagem dos litorais brasileiros. Contemplar o céu e o mar no conforto de um lugar aconchegante, na companhia da família é algo simples, porém grandioso em minha vida. É uma união de sensações naturais que representam as bençãos das obras de Deus, com as emoções mais puras, verdadeiras e inspiradoras que despertam dentro de mim.


Ainda na varanda do apartamento, aproveitei para tomar um leve sol da tarde e observar a visão praiana que encanta meus olhos e meu coração. Virei para o outro lado e conheci a churrasqueira, imaginando que daria para fazer churrascos como os do quintal daqui de casa, pois até mesa e nossas cadeiras de rodas cabiam no ambiente. Até brinquei que tinha espaço inclusive para realizar uma festa em plena sacada, com todo mundo dançando juntinho rsrs Me empolguei tanto em minha imaginação, que ao perceber a proximidade com as sacadas vizinhas de cada bloco do edifício, seria possível fazer uma reunião de condomínio, onde cada participante conversaria no conforto de sua varanda e de repente tudo terminaria em um churrasco coletivo rsrs Com as malas organizadas - roupas nos quartos, alimentos na cozinha, tudo nos devidos lugares - e depois de devorar alguns biscoitos de polvilho (para enganar a fome), nos arrumamos para reencontrar uma praia que adoramos... A Praia do Lázaro! Não senti calor, por isso fui vestindo uma camiseta de manga comprida, calça e tênis. Para adiantar, fui saindo do apartamento e reparando nos detalhes do corredor do primeiro andar, cujas laterais são jardins com flores e plantas, cuja luz tem sensor de presença para se acender. Quando o elevador chegou, entrei acompanhado, pois preciso que alguém aperte os botões de fora e de dentro, além de ajeitar a cadeira na diagonal para caber no elevador.


Passei pela garagem e entrei no carro. Tivemos que preparar novamente o esquema para levar as duas cadeiras de rodas e toda a tripulação nos dois carros. O sol estava meio fraco e os ventos foram ficando frios, mas a vontade de rever a areia e o mar superaram qualquer adversidade. Passamos por algumas praias e fiquei feliz pela pista não estar cheia, o que tornou mais curta nossa ida ao Lázaro. Foi só percorrer o caminho conhecido para o Lázaro, que meus olhos não paravam de admirar a paisagem, bonita com ou sem sol. Minha mente foi relembrando de momentos vividos na praia ao lado de minha família em diferentes épocas. Voltei à realidade com o balanço da pista de terra, até que entramos no estacionamento que dá direto na Praia do Lázaro, perto de alguns quiosques. Encontramos duas vagas paralelas e nelas estacionamos. Comemorei comigo mesmo: "Enfim, o reencontro tão sonhado com a praia! Obrigado, Deus, por mais esta oportunidade de iluminar e inspirar minha alma!".


Quando sentei na cadeira, senti um ventinho refrescante na nuca e as rodas da minha cadeira afundando na areia - pois consigo sentir o toque das rodas como se fossem meus pés. A mesa do quiosque estava ao alcance dos meus olhos e ao fundo, a imagem de uma natureza praiana exuberante, uma pintura divina. Com ajuda, consegui vencer o trecho de areia fofa do estacionamento, com meu braço quase caindo, até que finalmente paramos numa mesa com guarda-sol de um dos quiosques, em busca de aproveitar ao máximo o primeiro dia da viagem. De onde estávamos, era possível observar uma planta colocada em uma bolsa plástica (parecia iniciativa ecológica) e logo atrás, uma árvore de tronco grande. Na paisagem ao fundo, a maré alta trouxe as ondas do mar para mais perto, um leve brilho do sol refletia-se no mar, as folhas de cada galho da árvore envolvia a vista como uma moldura natural, algumas pedras envolvidas por áreas verdes litorâneas e as nuvens que escondiam a luz do sol. Ocupava a vista também, as lanchas e barquinhos parados nas partes mais fundas, as pessoas se banhando ou fazendo canoagem ou até se equilibrando de pé em pranchas de stand-up (aquele esporte novo com uma pranchona e um remo gigante, no qual a pessoa fica em pé remando no mar) e duas lojinhas de cangas - cujos donos surpreenderam ao recolher suas lojas, que pareciam barracas em carroças, usando carros modernos e chiquérrimos. De imediato, pedimos duas rodadas de petiscos: duas porções de cação temperado com limão (que tem um gosto especial de praia e mata a fome com grande sabor) e uma porção de batata-frita com ketchup. Valeu como almoço. Quase me esqueci de que tomei uma latinha de guaraná para acompanhar e de que não resisti - acabei tomando um sorvete Corneto de brigadeiro, seguindo minha tradição milenar no que se refere à sabedoria da praia rsrs Depois de comer tudo isto, fiquei satisfeito. Já era fim de tarde e acho que ficamos provavelmente duas horas e meia na praia. Ao meu lado, cada um aproveitou de um jeito: ora caminhando pelas areias por alguns minutos, ora colocando os pés no mar salgado e gelado (tirando fotos), ora descansando a mente das preocupações e obrigações, ora metidando...

Ou simplesmente apreciando o milagre da vida natural, as gaivotas e todas as aves voando pelo horizonte, as pessoas interagindo com amigos e família pelas areias, correndo, caminhando, jogando com raquetes e bolinha, tentando se bronzear no mormaço, brincando nas areias mais secas ou nas areias mais próximas. Apreciando o contato com o mar, desde os primeiros passos que dão grandes arrepios em todo o corpo, passando pelos pulos sobre cada onda, até o momento em que o corpo flutua e é preciso se movimentar para não afundar - mas nadar com bóias também é emocionante. Me empolguei neste parágrafo em relação a essas inspirações que aprecio, mas nesta viagem não entrei no mar. Observei em detalhes a praia e curti este reencontro com este lugar maravilhoso. Com o fim da tarde, o céu foi escurecendo e o frio começava a soprar mais forte. Tudo indicava que já era hora de ir. Sabíamos que a previsão indicava um domingo chuvoso, então aproveitei ao máximo os últimos minutos no palco abençoado da praia, no contato direto com o litoral de Ubatuba, em um de nossos lugares preferidos. Até que minha alma se despediu em forma de gratidão.

Um dos gestos mais belos da vida é agradecer, principalmente quando as palavras vêm do coração e possuem muita sinceridade. Ajudar as pessoas faz um bem enorme. Receber ajuda nos deixa mais seguros e felizes por termos com quem contar. Sou eternamente grato a todos que participam da minha vida transformando cada dia em maravilhosas bençãos.

Gravei o momento especial na praia em meu coração e através de fotos (que compartilho aqui com vocês)... Fizemos o caminho de volta para o apartamento, com toda a caravana preparada, com o tira e põe das cadeiras de rodas, eu e minha mãe sentamos em nossas cadeiras, subimos o elevador e entramos no apartamento. Cheguei com vontade de ir ao banheiro, tratei de usar o meu "papagaio" - é tipo um recipiente em formato parecido com abacate e em sua parte de cima tem uma espécie de tubo para coletar a urina - para fazer xixi, próximo ao banheiro, pois sua porta era estreita para minha cadeira. Já a vontade número 2 (quando o intestino quer funcionar) ficou no quase, pois preciso sempre usar uma cadeira de rodas de banho, que vem com um assento de privada, mas na oportunidade, faltou o apoio lateral para os braços e isso me atrapalhou na hora de encontrar uma boa posição. Acabei perdendo a vontade. Sei que esta parte não é nada poética rsrs mas estou procurando contar todos os detalhes, tanto as alegrias quanto os desafios que foram vencidos.

Todos aproveitaram a noite para tomar banho, tirar a areia dos pés e colocar uma roupa de sair, para uma possível feirinha da praia. Logo preparamos duas pizzas prontas para o jantar. Comi duas fatias, uma de quatro queijos e outra de frango com catupiry. Assim que me senti satisfeito, aguardei alguns minutos para ver se rolaria a saída noturna para a feirinha que tanto adoro. Caso não rolasse, eu entenderia, pois acredito que agora terei mais oportunidades de reencontrar a praia. Como todos estavam se arrumando, pedi para me deitarem na cama para descansar minhas costas e ao mesmo tempo testar o conforto da cama. Tirei o colete que uso para segurar a postura do meu tronco e me deitei por quase 1 hora, com um rolinho abaixo das pernas para melhor apoiá-las. Depois, escolhi uma calça nova para usar e me colocaram novamente na minha cadeira de rodas.

Todo mundo estava de roupa nova e estava confirmado que sairíamos para passear na praia do centro de Ubatuba, onde se encontra a feirinha de artesanato - ponto bastante visitado em nossas viagens, desde que eu era criança. Eu e minha mãe entramos no carro e descobrimos que a chuva estava apertando. Não daria para sairmos do carro. Decidimos prosseguir com um passeio de dentro do carro, apenas para observar o movimento do centro, sem transportar as cadeiras. Novamente reunimos a caravana e passeamos. Mesmo com a chuva do lado de fora, primeiro demos uma passada na loja de doces Tachão de Ubatuba, que vende um doce de bananinha muito saboroso, de dar água na boca. Meus irmãos e minhas cunhadas entraram na loja e compraram um pacote com bananinhas. Em seguida, partimos para a praia do centro, onde encontramos uma pequena fila. Paramos na calçada de um mini-shopping, perto de uma sorveteria chamada Pistache. Cada um escolheu um sabor de sorvete de casquinha. Eu e minha mãe, sem nossas cadeiras, escolhemos nossos sorvetes de casquinha para viagem - a casquinha ficou de cabeça para baixo, apoiada com a bola de sorvete sobre um pote. Escolhi o sabor de flocos, que acabei tomando dentro do carro mesmo, na garagem do apartamento, com uma colherinha. Meia hora depois, retornamos ao apartamento e ficamos na sala assistindo o programa Altas Horas, pois logo após passaria a luta do Anderson Silva no UFC. Não aguentei esperar de sono e decidi dormir. Aguardei o preparo do meu aparelho respiratório para ajudar no sono, o Bipap, para ser instalado ao lado da cama que eu iria dormir. Achei melhor dormir apoiando meus pés na parede, para não cansá-los e entortá-los durante a madrugada.

Um grande abraço!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

São José: Minha Cidade, Meu Palco, Minha Vida

Olá pessoas,


Parabéns para São José dos Campos, minha querida cidade, pelos seus 245 anos de história! Você é um lugar muito especial para mim... Você é o meu palco onde acontecem os melhores eventos... Você faz parte da minha vida e eu faço parte de seu espaço. Você é o meu berço: sou nascido aqui, na cidade que amo e pela qual sou profundamente grato. Sou joseense com muito orgulho e muito amor. Desejo a você um futuro abençoado e iluminado, com ainda mais novidades, oportunidades, empreendimentos e alegrias por todo seu território e para todos que moram, visitam, conhecem ou moram aqui.

FELICIDADES, SUCESSO E MOMENTOS INESQUECÍVEIS EM SEU CAMINHO!

Um grande abraço de aniversário!

Poeta Fábio Cassiano

terça-feira, 24 de julho de 2012

O Reencontro do Poeta com a Praia

Olá pessoas,

Neste momento em minha vida, viajar não é algo que acontece todo fim de semana. Uma das viagens que minha família sempre gostou de fazer é para Ubatuba, no litoral de São Paulo. Lembro que desde pequeno a praia estava entre os principais programas de fim de semana, feriado ou férias. Apesar de cada dificuldade de minha doença e de ao longo dos anos as viagens ao litoral irem diminuindo, minha família sempre deu um jeito de me levar para aproveitar as atrações do lugar.


Dos tempos em que caminhei sentindo meus passos sobre areias fofas, areias duras, areias moles, areias parecidas com pedrinhas... Dos tempos nos quais eu colocava as pernas no mar até não dar mais pé, sentindo um medinho divertido de encontrar algum tubarão ou água-viva rsrs... Dos tempos em que me via um pouco distante do guarda-sol de meus pais, enrolando ao máximo para evitar o arrepio de sair do mar... Passando pelos tempos de carregado no colo até o mar, com a cadeira de rodas atolada na areia, com boias nos braços e no pescoço... Até os instantes de apenas observar o mar do quiosque ou debaixo de uma árvore, saboreando a porção de peixinhos, apreciando o reflexo do sol sobre o mar e o céu azul envolvendo as areias de cada praia... O reencontro com a praia renova o coração do poeta que sou. E após um jejum de mais de 2 anos sem descer ao litoral, em um fim de semana com previsão de chuva e possível trânsito, pude vivenciar uma aventura que despertou a paz interior em minha alma.

Algumas vezes na vida, o tempo parece ficar fechado, mas nem por isso devemos deixar de encontrar um rastro de luz ou uma ponta de esperança para que tudo volte ao normal. O tempo só se manterá assim, se insistirmos na percepção de que tudo acabou, de que perdemos nosso brilho e aquela nossa alegria inesgotável. Nunca é tarde para recomeçar!

Depois de anos, finalmente pudemos ir com a família completa: eu, meus pais, meus irmãos e minhas cunhadas. Acordamos cedo no sábado, véspera do feriado paulista da Revolução, preparando as malas e todas as bagagens, além das adaptações completas que eu e minha mãe usamos diariamente durante a semana, que são essenciais. Não só as cadeiras que usamos, mas também outra cadeira de banho, almofadas casca de ovo e travesseiros especiais para dormir, meu aparelho respiratório Bipap com sua bateria (que uso todos os dias), minha "pescoçeira" para equilibrar o pescoço na cadeira de banho, a mesa da minha cadeira de rodas. Formamos uma espécie de caravana de São José para caber toda a equipe e todos os equipamentos rsrs Viajamos em dois carros, sendo uma picape para acomodar as cadeiras e as bagagens com maior facilidade. Depois do último "pit stop" no banheiro, foi preciso que eu entrasse no carro antes, pois minha cadeira de rodas motorizada tinha que ir primeiro na caçamba. Na correria, acabei deixando passar a falta de um assento suave para colocar sobre o banco, pois ao longo de uma viagem, um cadeirante pode sentir dor de tanto ficar sentado na mesma posição. Decidi improvisar o assento pneumático de minha cadeira para colocar sobre o banco do carro e fiquei a viagem toda sentado em cima deste assento - no fim foi uma ótima solução e não senti dor alguma tanto na ida como na volta, graças a Deus.

Com todos já nos carros e tudo preparado, a jornada rumo ao encontro com a praia começou. Acompanhando a evolução dos aparelhos de som, passou um flashe na minha mente sobre nossas viagens anteriores, quando a trilha sonora do caminho era feita com as fitas cassetes, que tinha lado A e lado B, passando pela novidade dos CD´s, chegando ao momento atual dos DVDs e pen-drives. Tudo isso foi só para mostrar o quanto o som de fundo desta viagem foi bem confortável, com variedade musical: começando com um DVD da Beyoncé, com as imagens passando na tela (que foi algo que vivenciei pela primeira vez - assistir como se fosse na TV - fiquei admirado rsrs). Em seguida, ouvimos várias músicas legais, selecionadas no pen-drive. Outra forma de passar o tempo do caminho é apreciando a paisagem que envolve cada trecho da estrada.

Escolhemos descer por Taubaté e passados alguns minutos, pegamos um congestionamento. Um hábito que sempre tenho é antes de pegar a estrada, fechar os olhos e orar pedindo a Deus que guie nosso caminho, fazendo com que tudo dê certo e que todos se sintam bem ao longo da jornada. E Deus nos atendeu, como de costume. Por sorte, o congestionamento foi só até Taubaté, pois os trechos seguintes do caminho ao litoral estavam com poucos carros e foram tranquilos. Na parte em linha reta da viagem, a paisagem vista pelo vidro do carro parece tudo igual, mas com um assento confortável e uma ótima música com imagens, o tempo foi passando. Na parte das curvas da serra, o visual começa a mudar e o trajeto ganha mais movimento com o carro virando de um lado para o outro. Para mim, essas curvas dão uma interatividade para a viagem e lembro que meu ouvido até ficou entupido. Eis que de repente, surge na paisagem o belo azul do mar, evidenciando a chegada próxima ao destino. Como é bom se sentir perto do mar, trocando o palco da cidade pela natureza litorânea. Passada a serra e alguns quilometros, li a placa "Bem-vindos a Ubatuba". A certeza do meu reencontro com a praia, surgiu em meu coração quando observei a fronteira das areias com o mar, o céu, a orla, os quiosques, os banhistas e suas famílias; quando senti o cheiro da maresia, o vento litorâneo e quando observei no céu as gaivotas voando. Chegando na Praia Grande, fomos direto ao apartamento do outro lado da rua do quiosque, onde ficamos hospedados.


A natureza é uma grande fonte inspiradora para nossas atividades. As belezas naturais encantam, purificam, relaxam corpo e mente. É algo grande e de muito valor observar como uma paisagem faz um bem enorme: um céu azul, um mar cristalino e os verdes da terra trazem as melhores sensações e harmonizam a vida das pessoas.

Descarregamos os carros e entramos para conhecer pessoalmente o apartamento, que até então, eu só tinha visto em fotos. Fomos desfazendo algumas malas e guardando o conteúdo das bagagens. Fiquei impressionado com o espaço do apartamento, capaz de acomodar bem duas pessoas cadeirantes.


Observei a cozinha e a sala, notando um conforto ao transitar pelas acomodações, até que meus olhos encontraram a sacada gourmet. Rapidamente, senti uma imensa vontade de conhecer de perto uma sacada deste tipo: abriram a porta de vidro da sala e fui entrando em contato com uma sacada gourmet pela primeira vez na minha vida. Me encantei em ver uma churrasqueira em plena sacada, ao lado de uma mesa redonda de plástico e o mais bonito, foi poder contemplar o céu e o mar de dentro do apartamento.



CONTINUA NA PRÓXIMA POSTAGEM...

Abraços!

sábado, 30 de junho de 2012

Dançando Quadrilha Nos Versos de Uma Poesia

Olá pessoas,

Neste último dia de junho, compartilho com vocês uma poesia que escrevi especialmente para celebrar as festas juninas. Como já dancei quadrilha nos tempos de infância e sempre gostei das músicas juninas ao som de sanfona, senti vontade de mostrar a alegria deste tipo de festejo, por meio da poesia.

Desta vez fiz algo diferente: tentei entrar no personagem. Imaginem que é o Chico Bento, da turma da Mônica, declamando a poesia. É apenas uma brincadeira para eu usar minha criatividade. Uma boa quadrilha para vocês...



“Quadrilha Poética”

Ara, a vida as veiz precisa dum arraiar
Pra do disanimo e do friu nos protegê
Cum a bença dos santus pra nos guiar
Nessa quadrilha pra mim e pra ocê.

Intaum nóis vamu festejá junto
Na quermesse dus nosso cumpades,
Au som caipira do meió conjunto
Pra dançá até matá as sardades.

Vô colocá meu chapéu de paia
Cum a camisa que ocê remendô...
A muié tá di trancinha e di saia
E pra fritá os bolinho ela levô.

Qui o amô di dentru da maçã
Si incontre nos correio elegante,
Pois a prenda qui terei amanhã
É lembrá da pescaria emocionante.

A fugueira e as bandeira infeitam
Pros noivo abrí nossa quadrilha,
Inquanto os pares se ajeitam,
Se isquentanu ao longu da trilha.

Entri rodas, filas e cortejos,
No caminhu da aligria dançamu,
Sem chuva, mas cum muitos bejos
Um arraiar poético nóis vivenciamu.

Fábio Cassiano


Obrigado por me acompanharem nesta divertida quadrilha em versos.

Um Alegre Abraço!

domingo, 24 de junho de 2012

Colocar-se no Lugar do OUTRO

Olá pessoas,

A empatia é quando nos colocamos no lugar do outro, quando usamos a sabedoria como forma de dar importância a quem está do nosso lado. O primeiro passo é aceitar as diferenças: de sexo, idade, raça, classe social, de deficiências, enfim, cada pessoa tem sua história, seu contexto de vida e suas peculiaridades. Não é uma determinada característica que a tornará melhor ou pior. Em nossa capacidade de seguir em frente, de lutar contra as adversidades, de usar a força para aprender, somos iguais. O que diferencia é o quanto acreditamos em nós.


Outra maneira de praticar a empatia é em nossas vidas. Há alguns momentos em que, sem querer, acabamos dizendo palavras duras às pessoas em nossa volta durante alguma discussão. Ou tomamos atitudes desnecessárias e que possam ferir de alguma maneira quem amamos e conhecemos. Por isso, é essencial que mesmo tendo opiniões contrárias sobre algo a gente resolva tudo com uma boa conversa, observando e entendendo os dois lados, até que se chegue a um consenso. Não há necessidade de julgar sem mais nem menos. O certo é prestar atenção ao que o outro diz, ouvir com calma, pensar antes de agir, saber pedir desculpas quando for o momento, responder sem ofensas... Fazer de tudo para que a decisão seja boa para ambos os lados. Isso também é colocar-se no lugar do outro.

Devemos constantemente refletir: se fosse eu, como gostaria de ser tratado? A resposta é ser tratado da melhor maneira possível, de modo positivo e respeitoso. Nesse momento, usamos a empatia, pois nos igualamos com o próximo, dedicamos um respeito especial, onde não esperamos alguém nos fazer algo de bom e tomar a iniciativa de agir com bondade. Se damos o primeiro passo, o que recebemos de volta será um belo gesto de amor. É importante perceber que lidamos com pessoas e por mais difícil que seja conviver com elas, não temos o direito de dirigir qualquer palavra ruim. As palavras boas são aquelas que só têm a acrescentar e transformar na vida dos outros, que possam representar a sinceridade dos sentimentos, seja através do perdão, do recomeço, da paz interior. O principal é a busca da evolução espiritual.


Trata-se de COMPREENSÃO, de imaginar como podemos nos sentir ao sermos expostos a expressões negativas. Realmente não é legal receber tanta energia capaz de nos deixar para baixo e feridos nas emoções. Por isso, se estar nesta situação é incômodo, porque desejaríamos que alguém passe por ela? Indo mais além, se não desejamos isso, então devemos fazer de tudo para evitar, inclusive controlando as ações por impulso, que acabam saindo de repente. O certo é refletirmos antes de decidir o que, como, quando e por que agir com quem estiver ao nosso lado.

Um grande abraço!

sábado, 16 de junho de 2012

Viagem ao Centro de NÓS MESMOS

Olá pessoas,

Há algum tempo, tenho compartilhado com vocês textos que são reflexões baseadas no amor incondicional e que representam todo meu aprendizado de vida. Me surpreendo por perceber que cada texto que escolho em determinado momento aqui no blog, corresponde ao que se passa em meu interior. Esses textos foram escritos por mim em outro ano, mas só agora decidi colocá-los no blog. Este texto em especial, encontrei ontem guardado em uma pasta e como perdi o arquivo original, precisei digitá-lo novamente e aproveitei para fazer algumas alterações.

Que tal fazermos uma "Viagem ao Centro de Nós Mesmos"? De fato, o cotidiano nos prende em suas obrigações e todos os dias da semana nos lotam de afazeres, tarefas, atividades. O tempo para cuidar de nossa alma, de pensar no melhor para nossa vida, para dedicar ao nosso bem-estar físico e psicológico, se mostra como um lugar distante. Mas chega uma hora que não dá para adiar nossa viagem interior em busca da felicidade. É preciso conquistar um espaço para conversar com nós mesmos, a fim de descobrir tudo o que está oculto entre nossos sentimentos. Vamos seguir viagem pegando a estrada do amor, rumo ao centro de nós mesmos. Boa viagem!


Nada como uma boa viagem a destinos paradisíacos. Pode ser para fora do país, no próprio país, no estado, na cidade e... Para dentro de nós mesmos. Nosso interior é um ponto tão perto, mas acabamos em alguns momentos afastando-o de nossa vida. Às vezes não dá tempo ou não sabemos como fazer esta viagem ou achamos que podemos resolver tudo deixando a vida levar, entre outras desculpas. Até quando cada um continuará se escondendo de si mesmo? Até quando as dores serão mantidas apertando o coração? É hora de viajar, de resolver os sentimentos.

Tome coragem, respire fundo e faça o contato com seu “eu interior”. Aguarde alguns instantes, se concentrando para o encontro com você mesmo. Não precisa se envergonhar por se ver nesta situação, pois este encontro será essencial para melhorar sua vida. Continue caminhando através dos bons pensamentos, deixando os sentimentos aparecerem aos poucos. Entre em contato com suas dores da alma, para que sejam despertadas e se descubra o que realmente está incomodando. Na verdade, há um certo temor em achar as mágoas e encará-las de frente. Mas isso é inevitável, pois cedo ou tarde descobriremos o que sentimos – quanto mais cedo, melhor.


A caminhada rumo aos bons sentimentos dentro de si é necessária para que a força lhe mantenha sempre com esperança. Ela acompanhará o confronto decisivo para tornar conscientes as verdadeiras sensações, antes escondidas. Quando achamos a verdade, a realidade em que vivemos começa a aparecer na forma como realmente se apresenta. Ao chegar nesta etapa, temos que deixar as lágrimas saírem, pois para desapertar o peito, as dores precisam ser expressas do melhor jeito que soubermos. Pode ser falando, cantando, escrevendo, desenhando – o desabafo irá tirar todo o mal que nos afligia, mandando-o embora do corpo, da mente e do coração.

A purificação é o próximo passo. Como o que era negativo foi colocado para fora, existirá um pequeno vazio a ser preenchido. O preenchimento será de amor. Pense em tudo de bom e que te faz bem na vida: nas pessoas que ama e que te amam, nas experiências positivas, nas conquistas, nas alegrias... Deixe o amor te envolver.


Depois da emocionante estadia em nossos corações, resolvendo os sentimentos, saindo a dor, entrando o amor, o “eu interior” deve ficar mais próximo de nós mesmos, sendo acompanhado de perto e enriquecido com as maravilhas da vida. O exterior passará a se unir com o interior, finalizando a viagem de um destino feliz e que se aproxima de nós ao estarmos abertos a uma nova vida.

Abraços!