quinta-feira, 30 de julho de 2009

Na Companhia do Cavalo

Olá pessoas!

O uso da cadeira de rodas é essencial para as pessoas que têm alguma deficiência capaz de impedí-las de se locomoverem na posição em pé. A presença da cadeira é tão importanate que pode-se dizer que é quase parte do corpo. Falo quase pois tem horas nas quais a troca da cadeira por um sofá ou por uma cama se faz necessário por conta das escaras - feridas no corpo ocasionadas pela permanência numa mesma posição. A cadeira é o nosso transporte, onde vamos em uma roda e voltamos em outra, os nossos passos são dados pelos pneus, que tocam o chão. A cadeira é a nossa opção confortável para sentar, pois isso é feito praticamente o dia todo. A cadeira nos permite viver no cotidiano, saindo de casa, passeando, fazendo as mais diversas atividades de casa, o trabalho, o estudo, a própria vida. Se lutamos para conquistar nosso espaço, a cadeira está do nosso lado (ou melhor, abaixo de nós, atrás de nós, carregando-nos para lá e para cá), pois faz parte de nós, que também estamos do lado dela, desejando que haja acessibilidade suficiente para ela e consequentemente, para nós mesmos. Por isso, para comparar a cadeira de forma reflexiva, em minha mente veio "cavalo".

Aos 12 anos, ganhei meu primeiro cavalo. Na época, sentia muitas dificuldades para me locomover e tinha que ser carregado no colo ou de alguma outra forma para ir a algum lugar. Era uma sensação estranha ser carregado, o que incomodava um pouco: tinha que estar com o corpo no alto, sem tocar no chão, os passos que me levavam me mantinham balançando no ar, meu peso fazia tremer os braços firmes que me seguravam e eu ficava olhando o chão distante de mim. Mesmo novo, sabia que dali pela frente, minha vida mudaria. Até que chegou o dia no qual fui para São Paulo conhecer meu primeiro cavalo. Ele era de uma raça mais simples, sem tanto luxo, confortável; o objetivo era um modelo "para sentar", ser meu companheiro e me levar por todos os cantos. Já saí da loja montado nele e me adaptando às rédeas para guiá-lo para onde eu desejava ir. Ou seja, como havia força no braço, eu passei a aprender a girar a roda de trás para movimentar a cadeira.

Posso dizer que fui cavaleiro ao conduzir meu cavalo e ao mesmo tempo, em situações com falta de acessibilidade ou lugares repletos de obstáculos, precisava de alguém para guiá-lo por mim, na frente, mostrando o caminho. Em outras palavras, empurrando a cadeira, empinando-a ao longo dos degraus, desníveis, rampas bem inclinadas e qualquer outra superfície irregular. Para me colocar no cavalo, sou totalmente dependente de uma ajudinha. Dois anos depois de ganhar meu primeiro cavalo, passei a sentir dificuldades em movimentar meus braços e com isso, já não podia mais cavalgar sozinho no cavalo. As aventuras secretas, os momentos de Zorro, as horas de independência, compartilhados entre eu e ele, passaram a contar com novas mãos, novos braços.


Em 2004, fui à Campinas, onde conheci meu segundo cavalo - o Liberdade. Naquela oportunidade, o objetivo não era apenas um cavalo "para sentar". Era muito mais do que isso. Eu precisava corrigir a postura da minha coluna e me sentar melhor no cavalo. Era o momento de usar equipamentos para montar nele, de modo a melhor me sentar e com conforto: colocamos sobre ele a sela (o assento para montar), os estribos (peças para encaixar os pés, apoiando-os para dar comodidade), as rédeas que dão um rumo para o cavalo, entre outros. A sela representa o assento da cadeira, que deve ser firme para sustentar e ao mesmo tempo mole para um sentar agradável. Os estribos representam o apoio para os pés numa cadeira, o qual deve alinhá-los e posicioná-los. As rédeas no caso, representam os fios da cadeira motorizada, responsáveis pela minha volta à independência na montagem sobre o cavalo. Tive que aprender a andar com a nova cadeira, que até hoje faz parte da minha vida.

No final do ano passado, uma amiga me presenteou com novos equipamentos para meu cavalo e para mim também. Para minha cadeira, um novo assento, um novo encosto para a cabeça e para mim uma bota hípica para montar melhor (ou seja, uma órtese para colocar meus pés numa boa posição e bem apoiado na cadeira) e um colete para segurar meu tronco em uma boa postura.

A cadeira e eu. Eu e a cadeira. Somos inseparáveis. Dependo dela para viver no dia-a-dia, preciso dela para tudo. Ela depende de mim para se mover, pois necessita dos comandos do controle. Já caí da cadeira algumas vezes e doeu muito, já virei junto com a cadeira, bati a cabeça e fez um galo enorme. Já fiquei molhado junto com a cadeira durante chuvas. Já realizei sonhos com sua ajuda. Já vivi bons momentos em cima dela. Já vivi momentos difíceis também... A qualquer instante, estarei na companhia do cavalo - a minha cadeira de rodas.

Não sei se acertei na comparação, mas tentei abordar o assunto de uma forma diferente. São pequenas metáforas, pois nunca tive um cavalo, mas a cadeira de rodas eu uso desde os 12 anos até os dias de hoje.

Abraços!

domingo, 26 de julho de 2009

20 anos joseense e 242 anos de São José dos Campos

Olá pessoas!

Hoje é um dia muito especial: o aniversário da minha querida cidade, São José dos Campos. Ela foi o palco de minha vida ao longo dos meus 20 anos. Foi aqui, neste munícipio que nasci e onde continuo me desenvolvendo como pessoa. Foi aqui que sempre estudei e estudo até hoje. Foi aqui que conheci pessoas incríveis, que visitei lugares magníficos, que vivenciei momentos espetaculares. Foi aqui que estive ao lado de vários amigos, perto da família e de todos os outros joseenses.

Parabéns para São José dos Campos!!! Parabéns pelos seus 242 anos, de muito progresso, prosperidade e alegria!!! Tenho orgulho de morar aqui!!!

E como tudo o que é bom pode virar poesia, minha homenagem virá da forma que amo fazer: escrevendo.


“Qualidade de Vida Joseense”

A vida joseense através de uma aldeia nasceu,
Formada por índios numa fazenda de jesuítas,
Religiosos expulsos pela lei de princípio ateu,
Que voltaram, numa planície de matas bonitas.

No marco zero foi construída a Igreja Matriz
E logo a simples aldeia se transformou em vila:
A economia e a cultura foram criando raiz...
São José (do Paraíba) ganhou ainda mais vida.

Virou São José dos Campos, estância curadora:
O clima agradável foi usado em prol da saúde,
Para tratar doentes tornou-se colaboradora;
O Sanatório Vicentina Aranha fez sua amplitude.

A qualidade de vida ficou ainda mais evidente,
Pois mais pessoas para aqui vieram morar.
Infraestrutura e saneamento tinham em mente
E assim, desenvolvimento industrial gerar.

São 242 anos, muitos anos de vida saudável,
Afinal, grande parte de sua área é preservada,
A paisagem do Banhado encanta e é adorável;
São Francisco Xavier, naturalmente privilegiada.

São José dos Campos, município com variedade,
Feiras, shoppings, Mercado Municipal e Calçadão...
Nos parques e museus, eventos de alta qualidade;
Patrimônios e cartões postais tocam nosso coração.

Cidade dos avanços de preservação e tecnologia,
A qualidade de bom lugar para viver a nós pertence;
Pois além de urbana, o toque de interior contagia...
Nasci aqui e sou feliz pela qualidade de vida joseense.

Fábio Cassiano

sábado, 25 de julho de 2009

Até onde o sonho pode nos levar?

Olá pessoas!

Ter sonhos é algo que faz parte da vida de todo mundo. A mente possibilita que todos possam sonhar, mas é com a ajuda do coração que conseguiremos as realizações. Para nós, pessoas com deficiência, seguir o caminho rumo à concretização do que se deseja é um pouco mais difícil e trabalhoso. Isso acontece, pois é preciso contar com a ajuda e o envolvimento de mais pessoas, que cuidam da gente, que nos acompanham e das quais podemos depender para fazer algumas coisas na vida. Mas ressalto que a tarefa de realizar um sonho não é impossível para ninguém - se não desistirmos de nós mesmos, se pensarmos positivo, se acreditarmos nas possibilidades e tivermos um sonho atingível, existe chance de acontecer.

Nós temos algum tipo de deficiência sim, mas nossa mente funciona de modo a podermos sonhar. As vontades, os desejos, as idéias, tudo o que se passa na cabeça é motivo de virar um sonho. O que queremos é o mesmo que todos em certos instantes; em outros preferimos algo mais íntimo e pessoal. A jornada necessária para colocar o pensamento e transformá-lo em fato pode ser sinuosa: dificuldades de inclusão, falta de acessibilidade, possíveis preconceitos e mais aquelas que afetam qualquer um. Por isso, se envolver com uma causa própria é essencial, para buscar no próprio sonho, o incentivo de se dedicar ainda mais, se empenhando com boas emoções, colocando o melhor de si e vencendo qualquer desânimo que possa aparecer. Uma ótima "carta na manga" é usar pensamentos positivos para aumentar a eficácia na busca do lugar ao sol (a conquista do que foi desejado). A positividade é tão importante quanto às atitudes que precisam ser tomadas - cada sonho que realizei foi fruto desta "carta" e com isso, recomendo essa mente aberta a só sentimento bom, tendo fé que tudo pode dar certo. Seguindo uma das várias religiões ou nenhuma, saibam que a dica é bem-sucedida, desde que se concentre com todas as energias.

Na verdade, esse negócio de ter um sonho não é tão organizado assim, pois o cérebro libera milhões de pensamentos e dentro deles, existem os que representam sonhos. Vários ao mesmo tempo. Realmente, não conseguiremos realizar todos e mesmo que não realizemos algum, outros surgirão. Sem contar que nossas prioridades mudam com o tempo. Isso não significa que desistimos. São vários sonhos e temos de no concentrar em cada um, dentro do possível.

Mas haverá o momento de tomar decisões e entrar em ação: ora precisaremos da mãozinha de amigos e da família, de quem cuida de nós e nos acompanha ora agirimos de modo a alcançar o que queremos, pois nós é que somos responsáveis pelo que nos fará contentes e auto-realizados.

Sonho com lugares: é preciso estar disposto a tomar consciência da presença de acessibilidade, suficiente para facilitar nosso modo de aproveitar e usufruir da conquista. Obter contato com os lugares, pessoalmente ou através de informações é primordial para que tudo ocorra dentro do esperado. O lugar dos nossos sonhos pode se tornar uma aventura, pois não imaginamos até onde podem nos levar. Isso é bom, porém nossos passos serão em um terreno novo, misterioso e imprevisível - informações nos direcionam em um melhor caminho.

Sonho com pessoas: é preciso buscar pessoas que sejam receptivas, tenham sinceramente um espírito de inclusão, sem preconceito com qualquer tipo de diferença. Deve haver um bom convívo e abertura para aprendizados de ambas as partes.

Sonho com momentos: é preciso acreditar em belas sensações proporcionadas, em pessoas especiais, em todos que estão ao nosso lado, pensar positivo para que tudo dê certo, sem tantos imprevistos. Momentos costumam ter um palco. Se ele for acessível, será um palco inclusivo, permitindo que uma variedade de gente consiga fazer parte disso. Há datas e horários, os quais podemos escolher ou já são definidos. Quando é de madrugada fica mais difícil para nós, pessoas com deficiência, pois dependemos da disponibilidade de outras pessoas, às vezes pode ser meio cansativo, mas quando se reúne as condições necessárias, o "período de dormir" pode ser um bom evento. A verdade é que os benefícios ou as boas emoções sentidas antes, durante e após os momentos é totalmente acessível e gratuito.

Aproveito para compartilhar com vocês alguns dos sonhos que realizei, graças à ajuda de pessoas especiais:


Conhecer pessoalmente, no camarim, minha cantora preferida - Ivete Sangalo (2005)



Ida ao evento de moda Oscar Fashion Days (2008)


Assistir ao Desfile das Escolas de Samba daqui de SJC e ouvir de perto o som da bateria (não lembro o ano)


Lançamento do livro "Amores em Alguém" na livraria Max Sigma (abril de 2009)


Noite de Autógrafos no bar Mad Jack (junho de 2009)

A beleza de sonhar: imagine-se nas areias de uma praia, vivendo na rotina da terra firme só que ao mesmo tempo sentindo falta de algo. Você olha para frente e observa no horizonte do mar um belo pôr-do-sol. Rodeando o sol, gaivotas enfeitam o céu, acima de montanhas repletas de verde vivo. De repente, sente uma vontade de estar mais perto daquela paisagem, daquelas cores pintadas no céu e pensa de que forma conseguir sair das areias e se aproximar da paisagem dos sonhos. Eis que surge a idéia: entrar no mar com um barco e ir navegando até a distância suficiente para que a paisagem do pôr-do-sol apareça por todos os lados. Assim, você fez parte daquele momento e sentiu-se bem após ter tomado a iniciativa de sair da terra (do porto seguro) em direção à paisagem.

Abraços e bons sonhos!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Orgulho ou/e Independência

Olá pessoas!

Pois é, fiquei mais um tempinho sem escrever no blog... E ultimamente andei pensando em escrever um pouco mais sobre o universo das pessoas com deficiência, do qual faço parte. Com os últimos grandes acontecimentos - apareci ao vivo num programa falando sobre acessibilidade e inclusão, na Noite de Autógrafos convidei amigos cadeirantes e vesti uma camiseta especial - pensei que chegou a hora de falar sobre o assunto. Sempre gostei de escrever sobre a vida e as postagens anteriores transmitiam de forma poética a reflexão para uma vida equilibrada e com a prática do amor. Por isso, vou tentar fazer um mix de tudo isso no blog e ver como pode ficar.

Todo mundo gosta de ter liberdade em sua vida e de ter direito à independência, fazendo o que quer que seja sem precisar de outra pessoa. Em nós, pessoas com algum tipo de deficiência, também há este sentimento. Mas existem os momentos nos quais precisamos de uma mãozinha. Nesse caso, pediremos a ajuda necessária ou dependendo da circunstância no dia-a-dia, quem estiver perto e sentir vontade de ajudar, deve perguntar antes ao invés de sair empurrando a cadeira. Isso não é orgulho ruim (aquele orgulho egoísta) e sim uma forma eficiente de auxílio, pois só acontecerá o auxílio se nós realmente estivermos precisando e se for esclarecido como isso pode ser feito.

Existem também, os momentos em que temos prazer de fazer algo por conta própria. São as horas de nossa independência, quando pedimos para deixarem tudo preparadinho para depois assumirmos o controle de certa atividade. É como segurar um pássaro, prepará-lo e em seguida deixá-lo voar com as próprias asas. Ou seja, se nos sentimos em condições de botar em prática algumas tarefas do dia-a-dia, é importante entrar em ação, seja para exercitar o corpo, para trabalhar o movimento, a coordenação e com isso colaborar na própria saúde. Trabalhar em hobbies, desenvolver os talentos, criar obras de arte é algo que nos traz ótimas sensações, apenas pelo fato de colocarmos nossa criatividade e transmitir nossa visão de mundo e de vida. Ao terminar uma atividade e ver seu resultado final, eleva sempre nossa auto-estima, nosso amor próprio e a confiança em nossa capacidade. Esse é o orgulho bom, aquele de sentir-se feliz por começar algo e terminar, por mérito próprio. Isso é algo que não tem preço.

É preciso saber separar a hora de nos ajudar da hora de nos deixar curtir o instante alegre, da auto-realização. Praticarmos idéias e projetos nos quais desejamos seguir é só benefícios para nós, pessoas com deficiência e quem nos quer bem. Incentivar o desenvolvimento dessas atividades é melhor ainda. Movimentar o corpo faz bem para nossa saúde e nosso espírito. Se temos algum movimento, porque não usá-los para um prazeroso exercício que é viver? Vendo cada dia como oportunidade de descobrir do que somos capazes.

Mas esta atitude independente não ocorre apenas nos talentos e artes, mas também em simples tarefas da rotina, como: se alimentar (por exemplo, peço para colocarem em mim algumas almofadas nas costas e na mesa da cadeira, pois não tenho força para levantar os braços e levar a comida na boca - uso os apetrechos para me aproximar do prato e assim eu mesmo comer; consigo fazer movimentos curtos com os braços e mãos), ler (gosto de ler revistas, onde uso almofadas para aproximá-la e poder passar as páginas; e de ler livros, que é mais fácil, pois é só pegá-los para mim e segurá-los eu consigo), escrever (em caderno ou em papel, basta pegar os materiais para mim, pois ainda escrevo - um pouco lento pelas dificuldades, mas gosto de escrever - e no computador, basta pegar o teclado mais o mouse ou, se for notebook, é só colocá-lo na mesa da minha cadeira), etc. A verdade é que em nenhum momento eu estou "forçando a barra" do meu corpo, pois faço tudo aquilo que tenho condições de fazer atualmente, sinto prazer em realizar algumas "façanhas" sozinho, vejo também com um olhar de exercício e não me canso com essas atividades diárias. Pelo contrário, me sinto renovado. Novamente, não se trata do orgulho ruim, mas do orgulho bom, que faz bem para o coração, aliado à uma certa independência.

Devo lembrar que são vários tipos de deficiência, com várias causas diferentes e há uma variedade de dificuldades. Só que se as condições físicas possibilitarem a prática de algo, o que desejar, sentir vontade, vale muito a pena para o corpo, exercitando-o e adquirindo mais saúde. Sem contar, que será um hábito saudável para viver.

A ajuda e o apoio das pessoas à nossa volta são sempre bem-vindos, principalmente se estiverem perto para ouvirem nosso chamado e antes de chegar já ajudando, perguntarem se estamos precisando de uma mãozinha. Sou grato a todos que me ajudam durante cada dia. Sem essas pessoas, não seria possível meus instantes independentes.

Orgulho e independência: você segura o pássaro, com todo carinho, transmite a ele palavras de incentivo, através de uma alegria contagiante. Caminha com ele nas mãos, segurando-o de forma firme e ao mesmo tempo delicada. Se mantém ao seu lado, cria um ambiente de confiança e amor. Finalmente encontra o lugar ideal, de tamanho suficiente para amplas possibilidades, para que o pássaro escolha, por conta própria, o seu próprio caminho na imensidão do céu. Você abre as mãos, aos poucos e estende os braços mais para o alto e aguarda o esplendoroso momento. Deseja boa sorte ao amigo voador. Ansioso, o pássaro se prepara para o voo, se ajeita para o impulso inicial. Em questão de segundos, ele já não está mais em sua mão e voa, se misturando com o ar, fazendo parte dele. Como é um orgulho você ter feito parte deste momento mágico e real da natureza, ter ajudado o pássaro em seu caminho, para sua vida independente no céu; ele certamente lembrará da importância do empurrãozinho que você deu. O pássaro também sentiu-se orgulhoso por ter feito o que tanto desejava, um voo encantador e inesquecível; ele sentiu-se feliz por ter feito sozinho isso.


Abraços

sábado, 4 de julho de 2009

Estilo americano e "Amores em Alguém" de Fábio Cassiano

Olá pessoas!

Gostaria de contar em detalhes para vocês, sobre como foi a Noite de Autógrafo do meu livro "Amores em Alguém", que aconteceu na terça-feira, dia 30 de junho, no bar Mad Jack. O evento comemorou o sucesso do lançamento do livro em abril.


Sinto que foi mais um momento muito especial em minha vida, mais uma benção divina. Fiquei muito, mas muito feliz mesmo com a presença de cada convidado, familiares, amigos e conhecidos. Tive o enorme prazer de conhecer pessoas incríveis. Foram vários flashes, gestos de carinho compartilhados, comida ao estilo americano, MPB tocando o coração, sorrisos... E muita alegria no ar.


Além de contar tudo o que rolou por lá, aproveito para deixar alguns sinceros agradecimentos.

Muito mais que uma Noite de Autógrafos

Foi um dia maravilhoso. O clima não estava tão estável, em alguns instantes parecia que choveria. Mas na Noite do evento, o clima estava ótimo. Sem chuva e com alegria de sobra. Alegria minha, dos queridos convidados e inclusive de todos que fazem parte do Mad Jack.
Acordei um pouco tarde, mas mesmo assim, senti dentro de mim, que seria um grande dia. E realmente foi. Fiquei um bom tempo de frente para o computador, para responder alguns e-mails e recados do Orkut, vindos de pessoas incríveis, que demonstraram um carinho especial para mim e me incentivaram a ficar tranquilo, pensando positivo. Me senti tão bem com cada palavra sincera, verdadeira, amiga, enviada com boas energias. Fiz questão de deixar meu agradecimento por essa transmissão de simpatia por mim, vinda de cada pessoa.
Dei uma passadinha no meu blog e vi que tinha um convitão que deixei no topo. Li novamente os dizeres da divulgação e pensei: "Vai ser hoje. O dia que vou ter a oportunidade de compartilhar com as pessoas este momento especial em minha vida. Vai dar tudo certo. Vou tentar ser eu mesmo, com aquela simplicidade e ser atencioso com cada convidado". Me senti ansioso e ao mesmo tempo tranquilo. Me senti confiante e muito feliz.
A hora se aproximava. Quando eram 5 da tarde, comecei a me preparar para a maravilhosa noite que estava por vir. Me arrumei, "vesti a inclusão" e por cima a jaqueta. Tomei um lanchinho e fiquei pronto. Por fora estava pronto. Por dentro, alegria e emoção. Um friozinho de leve na barriga também. Escolhi uma caneta que ganhei no lançamento de abril, para dar sorte e luz. Ela aguentou até a última dedicatória, que aconteceu quase que meia-noite.
Meu pai me levou até o bar e durante a "viagem", fiquei agradecendo mentalmente à Deus, por todas suas bençãos e pela benção da Noite de Autógrafos. Chegamos lá umas 6:30 da tarde.
No caminho para a faculdade, sempre passava perto do Mad Jack e ficava olhando a fachada, curioso para saber como que seria por dentro. No dia do grande evento foi diferente. Estávamos indo diretamente para o bar, passando cada vez mais perto. De repente, nos encontramos na frente do bar e dei uma olhada para o seu interior, além de observar o carro bonito que tinha de "enfeite". Já no estacionamento, senti que estava realmente se aproximando o evento.


Entrei lá e cumprimentei todos que me receberam na entrada, com sorrisos. Segui para o lado esquerdo do bar, que tinha alguns lugares em cada canto e no meio uma mesa principal. Decidimos que eu usaria apenas a mesa da minha cadeira e mantive-me desta forma até o final. Fiz questão de estar em contato direto com cada visitante convidado. Conversei com o gerente e alguns funcionários que foram me cumprimentar de forma bem amistosa. Meu tio Dom, que fez o belo som de fundo, trazendo descontração e envolvimento ao ambiente, foi lá bater um papo comigo, desejando-me sorte. Aproveitei e agradeci pela sua participação.

Foi aí que se deu início à chegada dos primeiros convidados. Já estava preparado, com caneta e voz. Escrevi a primeira dedicatória e assinatura. Minhas mãos se mantinham leves e dispostas a autografar uns 50 exemplares do livro "Amores em Alguém", publicado pela Faro Editorial. Até esse momento, o pessoal ainda estava chegando.

Amigos, familiares, conhecidos, pessoas novas, cada um foi iluminando o bar com sua presença. Como falei nos convites, foi um imenso prazer receber todos, fiquei super contente com a companhia dos convidados, que me trouxeram uma energia fascinante, que me fizeram gestos carinhosos, através de abraços, beijos, apertos de mão, palavras... Tudo cheio de um afeto grandioso, vindo do coração. De coração para coração. Pois é, os Amores não estavam somente em mim. Percebi e senti esses amores (pois foram várias formas de amor) no sorriso de todo mundo, que representou alegria e os sentimentos mais lindos de se sentir.
Representando os "matrixianos", ou seja, nós pessoas que temos algum tipo de deficiência, estavam eu, minha mãe Marli, o Anatoli (amigo de onde faço hidroterapia), o Evandro (amigo do blog "Tocando a vida sobre rodas" - http://www.tocandoavidasobrerodas.blogspot.com/) e o Luís Daniel (amigo do blog "Reflexão sobre Rodas").
Mais pessoas foram chegando e pela informalidade do evento, não tinha uma fila definida. Todos estavam à vontade e iam até mim diretamente. Até deu para bater um papo com alguns. Era um clima descontraído, dinâmico e natural. A alegria predominou no ar. Me senti feliz, curti cada minuto, assim como os convidados.


Algum tempo depois de o Vinícius Valverde chegar no bar, ele foi até mim. Foi super legal comigo. Agradeceu por eu estar lá e me parabenizou com entusiasmo. Também agradeci a ele por tudo e tiramos duas fotos, lado a lado. Depois, ele levou um livro para eu escrever a dedicatória. Entreguei o livro assinado para ele. O Valter também tirou foto comigo e com minha mãe.
Quando tive a oportunidade, convidei o fotógrafo Gilberto Freitas para tirar uma foto comigo. Ao se aproximar para o clique, aproveitei para agradecer a ele pela cobertura do evento. As fotos que ele fez para o Portal São José dos Campos estão no link www.saojosedoscampos.com.br/social/index.php?id=32620&cat=20.
Já umas 10:30 e 11 horas, os convidados foram se despedindo e dizendo que adoraram o evento. Eu agradeci pela presença de cada um. Fiquei muito feliz com a Noite de Autógrafos no bar Mad Jack. Muito obrigado a todos que estiveram ao meu lado, comemorando mais um momento muito especial em minha vida. Adorei tudo!

Agradecimentos

Muito obrigado à minha màe (Marli) e ao meu irmão Caio por terem entrado em contato com o bar e combinado o evento. Os contatos feitos por eles foram essenciais para seu acontecimento. Eles fizeram muito por mim e se empenharam para que tudo desse certo. Foi um maravilhoso gesto.
Muito obrigado ao Vinícius e ao Valter do Mad Jack, pela ótima recepção que fizeram e pela oportunidade oferecida para podermos realizar a Noite de Autógrafos. Fiquei muito feliz quando soube que aceitaram o nosso evento e pelo presente de poder ter como palco este bar super badalado. Gostei de tê-los conhecido pessoalmente e até de ter tirado uma foto para guardar como boa recordação.
Muito obrigado à Marina por conversar com o Jonas Almeida, apresentador do Vanguarda Mix, para uma possível reportagem.
Muito obrigado ao meu pai (Rui), por estar ao meu lado nos eventos e nesse não foi diferente, me preparando, me arrumando e me levando até a Noite de Autógrafos. Agradeço por me ajudar em cada instante do evento, desde o "por trás das câmeras" até o final.
Muito obrigado ao meu irmão Bruno, por ter me ajudado a escolher a roupa para o evento e ainda no estilo do bar. Ele também tirou algumas fotos e ajudou no caixa.
Muito obrigado à minha prima Ana Laura e à minha tia Valquíria, pelo apoio nas fotos para a Noite.
Muito obrigado à Tamara, a "personal hair" que fez o corte do meu cabelo para eu estar bem arrumado no evento.
Muito obrigado ao Evandro, do Legal Camisetas, pela oportunidade de poder "vestir inclusão" para a causa de nós, pessoas com deficiência e todos que admiram esta causa. O Legal Camisetas (http://legalcamisetas.elo7.com.br/) cria modelos dinâmicos e criativos, como o da Matrix que eu usei e o do Et que minha mãe usou.
Muito obrigado ao Luís Daniel, do blog "Reflexão sobre Rodas" (http://www.vnews.com.br/blog.php?id=27), pela divulgação do evento em seu blog, convidando seus leitores e visitantes. Fiquei contente com seu gesto.
Muito obrigado à Beatriz, por divulgar sobre o evento em seu blog, o BIP Cultural: http://www.bipcultural.blogspot.com/.
Muito obrigado ao meu tio Dom, por cuidar do som de fundo do evento e por encantar os convidados com uma MPB emocionante e de alta qualidade. Para mim foi um grande prazer estar ao seu lado no evento, agradeço pelo seu envolvimento e pela sua música.
Muito obrigado à todos os funcionários do Mad Jack, pela disposição em atender os convidados da noite e em me ajudar. Cada um que deu sua contribuição para o sucesso do evento, tem a minha singela gratidão.
Muito obrigado ao fotógrafo Gilberto Freitas, pela presença no evento e pela sua cobertura, representando o Portal São José dos Campos. Mais uma vez, pude contar com seus flashes especiais. Sou grato também ao Maurício do Portal, pelo apoio nesse evento e na divulgação do livro "Amores em Alguém".
Muito obrigado a todos os convidados, por estarem ao meu lado, fazendo parte do momento maravilhoso que foi esse evento no Mad Jack, foi muito bom recebê-los. Agradeço por todo o carinho e positividade que me trouxeram, despertando em mim um profundo sorriso. Fiquei muito feliz e curti muito essa troca de energias do bem.

Um grande abraço,

Fábio

sábado, 20 de junho de 2009

Qual a razão de nossa existência?

Fazendo reflexões sobre a direção que os seres humanos tomaram, a maioria orientados por líderes, políticos ou espirituais, eu me pergunto: qual o real sentido para nossas vidas? Qual a razão de tanta desigualdade, se dividimos o mesmo espaço? Quem determinou essa territorialidade não só das terras, mas também das pessoas, classificando-as em diferentes níveis sociais?
Se acreditamos realmente em Deus, não deveríamos nos apossar de sua criação e sim usufruir igualmente do que nos foi dado. Se cada um daqui para frente procurar uma mudança em sua postura, já afetaria todo o futuro do planeta para melhor.
Devemos parar de fingir que não estamos vendo pessoas como nós, abandonadas por chefes de Estado como na África e em outros lugares, sendo tratados de forma inferior que nossos animais de estimação. Devemos parar de mudar o canal da tv, quando a gente sabe que milhões em dinheiro são enviados e são usados para financiar guerras civis e o que sobra para a população de sub-humanos, são migalhas de comida lançadas do céu. Mas é claro, nós ocidentais não temos nada a ver com isso. É só mudar de canal. Afinal, somos cultos, honestos, pagamos impostos, dízimos, está tudo politicamente correto.
Nos esquecemos da nossa insignificância, somos apenas minúsculos usuários de um minúsculo planeta, poeira na imensidão do universo. Esquecemos que somos o próprio planeta, somos feitos de terra e no final nos transformamos em terra.
Não conseguimos ainda aprender o que realmente viemos fazer - dominar o nosso ego.
Nossas metas quando alcançadas, alimentam nossa sede de querer mais, de poder mais, nossa sede do PODER.
Ainda bem que os resquícios de discernimento e de amor ainda habitam no coração e na alma da maioria de nós. Ainda podemos transformar esse planeta no lugar mais especial do universo e quem sabe dividí-lo em partes igualmente especiais para cada ser humano.
Ainda podemos aproveitar essa força, essa ENERGIA MAIOR que nos diferencia, que nos une e que chamamos de DEUS, para fazer cada minuto da experiência de estar vivo VALER MUITO A PENA.
Quem sabe a gente deixe de ser apenas habitantes de um "pálido ponto azul"...

Assisti este vídeo há muito tempo e ele me impeliu a pensar sobre tudo. Sou mãe do Fábio e quis escrever essa mensagem a todos os leitores que acompanham o blog.

Abraços,

Marli Cassiano, do blog "O Tempo Que Existe em Nós", onde conto mais histórias... www.otempoqueexisteemnos.blogspot.com

sábado, 13 de junho de 2009

Acessibilidade, inclusão e ET CETERA.

Olá pessoas!


Na segunda-feira, dia 15/06, às 21 horas, estive ao lado de convidados no programa Etcetera, da TV Aparecida. Através de um bate-papo leve, dinâmico e informativo, abordamos diversos pontos de vista sobre "Pessoa com Deficiência", um tema que envolve ainda a quebra de paradigmas e a revisão de conceitos essenciais da vida humana. Um assunto que precisa ser fortemente conversado, pois são tantos os tipos de deficiência, são tantas as áreas para se discutir em relação a ele.

Gostaria de agradecer ao Jairo Marques, jornalista do blog "Assim como você", por me indicar para representar o povo da Matrix (das pessoas com alguma deficiência) no programa.

Agradeço também, ao convite do programa Et Cetera, feito pela produtora Abiane Souza. Foi uma surpresa maravilhosa: quando ela me ligou, abri um grande sorriso, pois além de sua simpatia e carisma, fiquei muito feliz com a oportunidade de compartilhar um pouco das minhas experiências. Nos falamos depois e ela foi bem atenciosa comigo, me passou dicas importantes e fez questão de explicar tudo. Foi um imenso prazer conhecê-la. Muito obrigado por tudo!

Obrigado ao Luiz Eduardo pela entrevista que fez comigo para o Blog Et Cetera, com perguntas de conteúdo e qualidade. Obrigado por tudo também.

Obrigado ao apresentador do programa, Padre César, pelo envolvimento com o tema e por conduzir muito bem as entrevistas, deixando nós convidados à vontade. Obrigado também ao co-apresentador, Padre Flávio, por acrescentar informações e e-mails interessantes, enriquecendo o programa. Adorei conhecê-los.
Agradeço também, a toda a equipe da TV Aparecida, desde a portaria, a maquiagem (para o rosto não brilhar rsrs), a quem preparou a mesa aos convidados, até a todos que participaram da gravação e transmissão do programa Et cetera. Muito obrigado para todos que deram sua contribuição, de modo a tornar o momento ainda mais especial.

Tive o prazer de participar do programa, na companhia de Açucena Calixto Bonanato, presidente do Instituto Pró-cidadania e de Romeu Kazumi Sassaki, assistente social e ativista. Gostei muito de conhecê-los e de bater um bom papo com eles. Aprendi várias coisas com suas palavras, com seus projetos, com suas iniciativas e com tudo o que têm feito em prol da nossa causa.

Açucena: parabéns pelo trabalho do instituto, pelos treinamentos que oferece a professores para um melhor tratamento e cuidado às pessoas com deficiência. Muito obrigado por sua contribuição!

Romeu: parabéns pelo seu livro, pela forma que aborda a inclusão, pela experiência adquirida na difusão de conceitos que não possuem preconceito e desrespeito. Muito obrigado pela participação!

Obrigado aos telespectadores que participaram enviando e-mails que demonstraram seus pontos de vista, suas histórias e suas perguntas, valorizando o bate-papo ainda mais.
Um grande abraço a todos!