
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Na Companhia do Cavalo

domingo, 26 de julho de 2009
20 anos joseense e 242 anos de São José dos Campos

Formada por índios numa fazenda de jesuítas,
Religiosos expulsos pela lei de princípio ateu,
Que voltaram, numa planície de matas bonitas.
No marco zero foi construída a Igreja Matriz
E logo a simples aldeia se transformou em vila:
A economia e a cultura foram criando raiz...
São José (do Paraíba) ganhou ainda mais vida.
Virou São José dos Campos, estância curadora:
O clima agradável foi usado em prol da saúde,
Para tratar doentes tornou-se colaboradora;
O Sanatório Vicentina Aranha fez sua amplitude.
A qualidade de vida ficou ainda mais evidente,
Pois mais pessoas para aqui vieram morar.
Infraestrutura e saneamento tinham em mente
E assim, desenvolvimento industrial gerar.
São 242 anos, muitos anos de vida saudável,
Afinal, grande parte de sua área é preservada,
A paisagem do Banhado encanta e é adorável;
São Francisco Xavier, naturalmente privilegiada.
São José dos Campos, município com variedade,
Feiras, shoppings, Mercado Municipal e Calçadão...
Nos parques e museus, eventos de alta qualidade;
Patrimônios e cartões postais tocam nosso coração.
Cidade dos avanços de preservação e tecnologia,
A qualidade de bom lugar para viver a nós pertence;
Pois além de urbana, o toque de interior contagia...
Nasci aqui e sou feliz pela qualidade de vida joseense.
sábado, 25 de julho de 2009
Até onde o sonho pode nos levar?
Na verdade, esse negócio de ter um sonho não é tão organizado assim, pois o cérebro libera milhões de pensamentos e dentro deles, existem os que representam sonhos. Vários ao mesmo tempo. Realmente, não conseguiremos realizar todos e mesmo que não realizemos algum, outros surgirão. Sem contar que nossas prioridades mudam com o tempo. Isso não significa que desistimos. São vários sonhos e temos de no concentrar em cada um, dentro do possível.
Mas haverá o momento de tomar decisões e entrar em ação: ora precisaremos da mãozinha de amigos e da família, de quem cuida de nós e nos acompanha ora agirimos de modo a alcançar o que queremos, pois nós é que somos responsáveis pelo que nos fará contentes e auto-realizados.
Sonho com lugares: é preciso estar disposto a tomar consciência da presença de acessibilidade, suficiente para facilitar nosso modo de aproveitar e usufruir da conquista. Obter contato com os lugares, pessoalmente ou através de informações é primordial para que tudo ocorra dentro do esperado. O lugar dos nossos sonhos pode se tornar uma aventura, pois não imaginamos até onde podem nos levar. Isso é bom, porém nossos passos serão em um terreno novo, misterioso e imprevisível - informações nos direcionam em um melhor caminho.
Sonho com pessoas: é preciso buscar pessoas que sejam receptivas, tenham sinceramente um espírito de inclusão, sem preconceito com qualquer tipo de diferença. Deve haver um bom convívo e abertura para aprendizados de ambas as partes.
Sonho com momentos: é preciso acreditar em belas sensações proporcionadas, em pessoas especiais, em todos que estão ao nosso lado, pensar positivo para que tudo dê certo, sem tantos imprevistos. Momentos costumam ter um palco. Se ele for acessível, será um palco inclusivo, permitindo que uma variedade de gente consiga fazer parte disso. Há datas e horários, os quais podemos escolher ou já são definidos. Quando é de madrugada fica mais difícil para nós, pessoas com deficiência, pois dependemos da disponibilidade de outras pessoas, às vezes pode ser meio cansativo, mas quando se reúne as condições necessárias, o "período de dormir" pode ser um bom evento. A verdade é que os benefícios ou as boas emoções sentidas antes, durante e após os momentos é totalmente acessível e gratuito.
Aproveito para compartilhar com vocês alguns dos sonhos que realizei, graças à ajuda de pessoas especiais:
Conhecer pessoalmente, no camarim, minha cantora preferida - Ivete Sangalo (2005)



quarta-feira, 22 de julho de 2009
Orgulho ou/e Independência
Todo mundo gosta de ter liberdade em sua vida e de ter direito à independência, fazendo o que quer que seja sem precisar de outra pessoa. Em nós, pessoas com algum tipo de deficiência, também há este sentimento. Mas existem os momentos nos quais precisamos de uma mãozinha. Nesse caso, pediremos a ajuda necessária ou dependendo da circunstância no dia-a-dia, quem estiver perto e sentir vontade de ajudar, deve perguntar antes ao invés de sair empurrando a cadeira. Isso não é orgulho ruim (aquele orgulho egoísta) e sim uma forma eficiente de auxílio, pois só acontecerá o auxílio se nós realmente estivermos precisando e se for esclarecido como isso pode ser feito.
Existem também, os momentos em que temos prazer de fazer algo por conta própria. São as horas de nossa independência, quando pedimos para deixarem tudo preparadinho para depois assumirmos o controle de certa atividade. É como segurar um pássaro, prepará-lo e em seguida deixá-lo voar com as próprias asas. Ou seja, se nos sentimos em condições de botar em prática algumas tarefas do dia-a-dia, é importante entrar em ação, seja para exercitar o corpo, para trabalhar o movimento, a coordenação e com isso colaborar na própria saúde. Trabalhar em hobbies, desenvolver os talentos, criar obras de arte é algo que nos traz ótimas sensações, apenas pelo fato de colocarmos nossa criatividade e transmitir nossa visão de mundo e de vida. Ao terminar uma atividade e ver seu resultado final, eleva sempre nossa auto-estima, nosso amor próprio e a confiança em nossa capacidade. Esse é o orgulho bom, aquele de sentir-se feliz por começar algo e terminar, por mérito próprio. Isso é algo que não tem preço.
É preciso saber separar a hora de nos ajudar da hora de nos deixar curtir o instante alegre, da auto-realização. Praticarmos idéias e projetos nos quais desejamos seguir é só benefícios para nós, pessoas com deficiência e quem nos quer bem. Incentivar o desenvolvimento dessas atividades é melhor ainda. Movimentar o corpo faz bem para nossa saúde e nosso espírito. Se temos algum movimento, porque não usá-los para um prazeroso exercício que é viver? Vendo cada dia como oportunidade de descobrir do que somos capazes.
Mas esta atitude independente não ocorre apenas nos talentos e artes, mas também em simples tarefas da rotina, como: se alimentar (por exemplo, peço para colocarem em mim algumas almofadas nas costas e na mesa da cadeira, pois não tenho força para levantar os braços e levar a comida na boca - uso os apetrechos para me aproximar do prato e assim eu mesmo comer; consigo fazer movimentos curtos com os braços e mãos), ler (gosto de ler revistas, onde uso almofadas para aproximá-la e poder passar as páginas; e de ler livros, que é mais fácil, pois é só pegá-los para mim e segurá-los eu consigo), escrever (em caderno ou em papel, basta pegar os materiais para mim, pois ainda escrevo - um pouco lento pelas dificuldades, mas gosto de escrever - e no computador, basta pegar o teclado mais o mouse ou, se for notebook, é só colocá-lo na mesa da minha cadeira), etc. A verdade é que em nenhum momento eu estou "forçando a barra" do meu corpo, pois faço tudo aquilo que tenho condições de fazer atualmente, sinto prazer em realizar algumas "façanhas" sozinho, vejo também com um olhar de exercício e não me canso com essas atividades diárias. Pelo contrário, me sinto renovado. Novamente, não se trata do orgulho ruim, mas do orgulho bom, que faz bem para o coração, aliado à uma certa independência.
Devo lembrar que são vários tipos de deficiência, com várias causas diferentes e há uma variedade de dificuldades. Só que se as condições físicas possibilitarem a prática de algo, o que desejar, sentir vontade, vale muito a pena para o corpo, exercitando-o e adquirindo mais saúde. Sem contar, que será um hábito saudável para viver.

sábado, 4 de julho de 2009
Estilo americano e "Amores em Alguém" de Fábio Cassiano


sábado, 20 de junho de 2009
Qual a razão de nossa existência?
Assisti este vídeo há muito tempo e ele me impeliu a pensar sobre tudo. Sou mãe do Fábio e quis escrever essa mensagem a todos os leitores que acompanham o blog.
Abraços,
Marli Cassiano, do blog "O Tempo Que Existe em Nós", onde conto mais histórias... www.otempoqueexisteemnos.blogspot.com
sábado, 13 de junho de 2009
Acessibilidade, inclusão e ET CETERA.

- No Blog Et Cetera, está a entrevista que concedi ao Luiz Eduardo após a ida ao programa, na segunda-feira. Clique em http://www.tvaparecida.com.br/blogs/etc/?p=275#more-275
- Em outra postagem, está o resultado das duas enquetes do programa:
- http://www.tvaparecida.com.br/blogs/etc/?p=255#more-255
- Na primeira postagem, antes do dia da transmissão ao vivo, com parte da lista feita pelo Romeu, sobre a terminologia usada em relação à pessoa com deficiência:
- http://www.tvaparecida.com.br/blogs/etc/?p=197#more-197