sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Progressão no corpo, progresso na alma

Olá pessoas!

Faz mais de um mês que não passo por aqui para compartilhar algo com vocês, meus queridos leitores. Senti muitas saudades. Por vários fatores acabei não criando a oportunidade de escrever sobre algum assunto. Estou renovado para novos textos e espero recuperar o ritmo para escrever com maior frequência. Hoje o tema será profundo: a relação entre a progressão da minha doença - a Distrofia Muscular de Duchenne (DMD), cuja ação causa a degeneração do tecido muscular - e o meu progresso como pessoa, como ser que constantemente aprende com sua vida.

Como descrito nas linhas anteriores, a DMD se caracteriza por ser progressiva, ou seja, sua ação vai evoluindo ao longo dos anos e degenerando os músculos, dificultando seus movimentos. Isso torna minha vida uma aventura, pois de tempos em tempos, é preciso parar e pensar em como resolver barreiras novas que vão surgindo. Na minha infância comecei a ter dificuldades para andar e fazer algumas outras atividades simples para as outras crianças. Pela experiência do cotidiano, passei a perceber que ficava um pouco "para trás" em qualquer exercício físico. Até então, somente minhas pernas sofreram com a progressão. Quando vi, já estava usando uma cadeira de rodas, quando vi meus braços enfraqueceram e nem movimentar a própria cadeira conseguia. A dependência aumentou, os desafios se multiplicaram, a acessibilidade nos lugares usando os pés se transformou com as rodas.

O tronco do meu corpo virou progressivo, me obrigando a procurar melhores adaptações para frear o ritmo contínuo de adversidades. No meio disso, a cadeira de rodas motorizada foi uma vitória, me dando oportunidade de voar, ou pelo menos planar acima do chão - metáforas de lado, ganhei um pouco mais de autonomia. Para segurar a gravidade que lutava contra mim, contei com as adaptações específicas para minha necessidade naquele instante. Contei com outra surpresa (pois mesmo sabendo que o futuro me reservaria obstáculos, não me sentia antecipadamente preparado para enfrentá-los e quando chegavam, apenas após assimilá-los eu encontrava a força): os pulmões foram afetados na capacidade pulmonar, levando-me àa trabalhar a respiração. Quase que simultâneamente, coletes para segurar a postura estavam em fase de medidas e testes. Depois, meu pescoço pareceu estar com um parafuso a menos: sustentar a cabeça ficou difícil, necessitando de um encosto de cabeça na cadeira. A segunda reforma geral na cadeira, surgiu em busca de manter a postura da coluna e de todo o tronco por meio de um novo colete, dessa vez mais moderno, além de ser frente e verso. Novas órteses para reposicionar os pés, assento novo, estrutura nova. Tudo graças a uma amiga muito especial que me presentou com as novidades em adaptações - nunca deixo de agradecer quando lembro deste maravilhoso gesto.

Agora, cá estou eu seguindo em frente com minha cadeira motorizada, procurando viver sem ter a vergonha de tentar ser feliz. Minha dependência de outras pessoas vai aumentando com o tempo e as opções de atividade exclusivamente sozinho vão se reduzindo. Junto à essa progressão, a atrofia do corpo se faz presente: as pernas não esticam, os dedos precisam de exercício para manterem suas extensões - isso interfere na minha própria tarefa como poeta, a de escrever, onde o toque direto no papel, da escrita rascunhada feita à lápis, cheia de rabiscos nas folhas, toda desorganizada, mas que no final de tudo se tornava uma obra pela qual sempre sentia carinho. Ainda sinto esse carinho, mas a eficiência no teclar dos botões computadorizados predominou e desde então, uso mais o teclado para digitar praticamente tudo, inclusive minhas próprias poesias. Até quando vai durar este período mais neutralizado em que me encontro? Não sei. É um mistério. Sei que algo pode aparecer daqui para frente. Espero que não, mas conviver com a palavra progressão é uma grande luta.


Mas se estou aqui contando esta história verdadeira para vocês, em um blog que criei no começo deste ano (que era um sonho antigo meu, confesso), é porque existe algo dentro de mim que me mostra o caminho. É o progresso da minha alma. Trata-se da transformação do meu ser, da troca de experiências que a cada momento, me faz uma pessoa melhor, mais de bem com a vida, mais do bem, mais confiante, mais forte, mais... aprendiz. Na infância, já fui tímido a ponto de me cumprimentarem e eu não retribuir; já fui anti-social e solitário - mas mesmo assim tive amigos muito especiais. Na adolescência, já fui rebelde com algumas coisas, já procurei prazer na comida, tanto que engordei muito - mas depois emagreci e encontrei um melhor sentido para a vida. Já fui um adolescente que não sabia perder nos jogos, já cometi erros que não pude reparar, já tive uma época em que xingava, em que dizia palavras duras. Durante esse período, aproveitava a vida em certas coisas, mas ao mesmo tempo, desistia frequentemente, até tentava escondido, rezar por um milagre, colocando os pés no chão e tentando levantar em um passe de mágicas, mas claro que não dava certo. Isso tudo que escrevi, muita gente não sabe. Nem sempre fui a pessoa bondosa que sou hoje. Relativamente não faz tanto tempo assim que me tornei alguém com bondade no coração. No passado, fui um adolescente que tinha uma baixa auto-estima por mim mesmo. O progresso que tive na alma foi aparecendo a cada ano, a cada luta que tinha que fazer para continuar seguindo em frente. Apesar das recaídas e dos acidentes de percurso, algo me fazia acreditar na vida. Na infância, na adolescência e na minha juventude, eu era movido pelo amor - aquele amor de um menino por uma menina, de um adolescente por uma garota, eu amei tanto que todo dia, acordava alegre só para ver cada amada, só que de forma secreta.

Enquanto o corpo sofria, minha alma foi descobrindo cada vez mais o amor e progredindo sua essencia mais profunda. Até que chegou um belo dia, no qual o amor que sentia me transformou em um quase poeta, que escrevia tipo uma vez por ano. Surgiu uma nova paixão, que se tornou musa das minhas primeiras poesias. Aí a frequência com que eu escrevia virou mais um progresso em minha vida. O amor me abençoou com um talento que na época eu fazia inocentemente por hobbie. Mas as poesias não foram só isso, elas eram a fonte de minha força (e sempre serão), pois quanto mais eu colocava para fora o amor, melhor eu me sentia, melhor eu me conhecia, melhor eu me descobria, melhor eu transformava minha auto-estima. Isso tudo foi me conduzindo para outro tipo de amor: o amor incondicional, desejando não só o bem das minhas paixões, mas também de todos ao meu redor. Passei a me inspirar na própria vida e em como ela possui um amor imenso. O amor me mostrou que eu poderia deixar de ser egoísta somente com meus problemas, por maior que eles fossem, e ajudar ao próximo da mesma maneira que sempre fui ajudado. A cada ajuda que oferecia, em troca me sentia melhor ainda e aprendia o quando é bom praticar o bem. A partir daí, o amor foi se multiplicando em novas palavras no meu vocabulário - bondade, humildade, honestidade, generosidade, perdão, servir, dignidade, simplicidade, sinceridade, carinho, respeito, companheirismo, gentileza, entre tantas outras muito especiais.

Unindo esses amores, o pelas musas e o pela vida, o progresso na alma foi se tornando cada vez maior. Na mesma proporção que a progressão foi agindo, o progresso no meu interior foi se formando, resultando na pessoa que sou hoje, que aprende com seus erros, que aprende independente do tempo estar bom ou ruim, que busca evoluir espiritualmente, que luta para realizar os sonhos... Que ama muito todos que fazem parte de sua vida, que ama muito toda sua família, que ama muito todos os seus amigos (os que convivi, os que convivo e os que conviverei).


Maior do que todas as dificuldades, maior do que qualquer coisa que seja progressiva, maior do que tudo o que acontece com meu corpo, maior que qualquer vontade desistir, é o progresso que constantemente vai se acrescentando dentro de mim. Meu coração sempre estará aberto para que entre tudo de bom e de sábio que a vida me reservar, através de lugares, momentos e pessoas inesquecíveis. Ser sábio é lembrar que sempre estamos em processo de aprendizado, até o final de nossas vidas.

Logo menos, volto com mais textos bacanas.

Um grande abraço!

sábado, 8 de agosto de 2009

Até nós a alegria vai quando estamos com nosso pai

Olá pessoas!
Hoje a homenagem vai para os pais. Os pais que são mais sutis na demonstração de amor, mas sabemos que eles sentem tantas emoções no coração. Em mente, vem aquela famosa cena de quando aprendemos a andar de bicicleta, sem as rodinhas: momento esse em que tiramos os apoios laterais da bicicleta, para contar com o apoio dos braços de nosso pai, nos segurando firmemente, nos incentivando, nos dando confiança e dando aquele empurrãozinho para andarmos sozinhos, sem rodinhas e de forma independente. Outra cena é aquela do famoso desmaio de alguns pais durante o parto, que se envolvem tanto com o belo instante. Existem alguns que não choram na frente dos filhos, mas sabemos que ficam super felizes com nossas conquistas.
Os pais demonstram um carinho pelos filhos e ao mesmo tempo mostram uma vontade de protegê-los. Eles são firmes em suas palavras e ensinam grandiosos valores da vida, como ter humildade e honestidade. São brincalhões, principalmente durante nossa infância e quando crescemos, nos dedicam um imenso respeito, orgulho e admiração. E eles sabem que são vistos pelos filhos desta mesma forma. E é por isso que amamos nosso pai. Feliz Dia dos Pais para todos os pais do mundo e desejo um sincero abraço para vocês.
Dedico esta poesia para meu querido pai, Rui. Na verdade, esta poesia escrevi inspirada nele, que escrevi para ele, com exclusividade, para colocar em palavras o amor que sinto por ele. Até hoje ele cuida de mim, me ajuda para tanta coisa, realiza meus pedidos de todo o dia... E sua presença é essencial na minha vida não só por isso, mas por também fazer tudo isso com grande carinho e emoção verdadeiros, por me ensinar tantas lições e por ser tão legal comigo.
Mas essa poesia dedico também a todos os pais e desejo que meus sinceros versos possam trazer ainda mais luz em suas vidas. Parabéns para todos os pais por este dia.

“Pai, juntos a gente vai”

(Fábio Cassiano)

Sua presença na minha vida é essencial,
Há muito tempo tem me ajudado bastante:
Em tudo o que preciso, por tempo integral,
Além de força, fazendo companhia constante.

Você é um super-pai, com especiais funções,
De motorista, guarda-costas, enfermeiro
Conselheiro, companheiro das emoções
E pai, que por dentro, possui amor verdadeiro.

Muito mais do que seu omelete delicioso,
Muito mais do que nosso passeio pela cidade,
Muito mais do que cada evento maravilhoso;
Seu exemplo é de vida, luta e honestidade.

Não sei o que o futuro pode nos reservar,
Mas sei que estará do meu lado, literalmente...
Sei que “pai e filho” é algo que vai se conservar,
Por muitos anos e pelos momentos da gente.

Hoje, preciso e dependo de você para viver,
Pela sua ajuda sou profundamente grato,
Com você posso sair, posso estar e ser...
A união nos faz mais fortes – é um fato.

É tão bom seguir ao seu lado, meu pai,
Onde juntos vivemos grandes aventuras
E pela frente as viveremos muito mais;
Na vida vamos fazendo novas pinturas.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Na Companhia do Cavalo

Olá pessoas!

O uso da cadeira de rodas é essencial para as pessoas que têm alguma deficiência capaz de impedí-las de se locomoverem na posição em pé. A presença da cadeira é tão importanate que pode-se dizer que é quase parte do corpo. Falo quase pois tem horas nas quais a troca da cadeira por um sofá ou por uma cama se faz necessário por conta das escaras - feridas no corpo ocasionadas pela permanência numa mesma posição. A cadeira é o nosso transporte, onde vamos em uma roda e voltamos em outra, os nossos passos são dados pelos pneus, que tocam o chão. A cadeira é a nossa opção confortável para sentar, pois isso é feito praticamente o dia todo. A cadeira nos permite viver no cotidiano, saindo de casa, passeando, fazendo as mais diversas atividades de casa, o trabalho, o estudo, a própria vida. Se lutamos para conquistar nosso espaço, a cadeira está do nosso lado (ou melhor, abaixo de nós, atrás de nós, carregando-nos para lá e para cá), pois faz parte de nós, que também estamos do lado dela, desejando que haja acessibilidade suficiente para ela e consequentemente, para nós mesmos. Por isso, para comparar a cadeira de forma reflexiva, em minha mente veio "cavalo".

Aos 12 anos, ganhei meu primeiro cavalo. Na época, sentia muitas dificuldades para me locomover e tinha que ser carregado no colo ou de alguma outra forma para ir a algum lugar. Era uma sensação estranha ser carregado, o que incomodava um pouco: tinha que estar com o corpo no alto, sem tocar no chão, os passos que me levavam me mantinham balançando no ar, meu peso fazia tremer os braços firmes que me seguravam e eu ficava olhando o chão distante de mim. Mesmo novo, sabia que dali pela frente, minha vida mudaria. Até que chegou o dia no qual fui para São Paulo conhecer meu primeiro cavalo. Ele era de uma raça mais simples, sem tanto luxo, confortável; o objetivo era um modelo "para sentar", ser meu companheiro e me levar por todos os cantos. Já saí da loja montado nele e me adaptando às rédeas para guiá-lo para onde eu desejava ir. Ou seja, como havia força no braço, eu passei a aprender a girar a roda de trás para movimentar a cadeira.

Posso dizer que fui cavaleiro ao conduzir meu cavalo e ao mesmo tempo, em situações com falta de acessibilidade ou lugares repletos de obstáculos, precisava de alguém para guiá-lo por mim, na frente, mostrando o caminho. Em outras palavras, empurrando a cadeira, empinando-a ao longo dos degraus, desníveis, rampas bem inclinadas e qualquer outra superfície irregular. Para me colocar no cavalo, sou totalmente dependente de uma ajudinha. Dois anos depois de ganhar meu primeiro cavalo, passei a sentir dificuldades em movimentar meus braços e com isso, já não podia mais cavalgar sozinho no cavalo. As aventuras secretas, os momentos de Zorro, as horas de independência, compartilhados entre eu e ele, passaram a contar com novas mãos, novos braços.


Em 2004, fui à Campinas, onde conheci meu segundo cavalo - o Liberdade. Naquela oportunidade, o objetivo não era apenas um cavalo "para sentar". Era muito mais do que isso. Eu precisava corrigir a postura da minha coluna e me sentar melhor no cavalo. Era o momento de usar equipamentos para montar nele, de modo a melhor me sentar e com conforto: colocamos sobre ele a sela (o assento para montar), os estribos (peças para encaixar os pés, apoiando-os para dar comodidade), as rédeas que dão um rumo para o cavalo, entre outros. A sela representa o assento da cadeira, que deve ser firme para sustentar e ao mesmo tempo mole para um sentar agradável. Os estribos representam o apoio para os pés numa cadeira, o qual deve alinhá-los e posicioná-los. As rédeas no caso, representam os fios da cadeira motorizada, responsáveis pela minha volta à independência na montagem sobre o cavalo. Tive que aprender a andar com a nova cadeira, que até hoje faz parte da minha vida.

No final do ano passado, uma amiga me presenteou com novos equipamentos para meu cavalo e para mim também. Para minha cadeira, um novo assento, um novo encosto para a cabeça e para mim uma bota hípica para montar melhor (ou seja, uma órtese para colocar meus pés numa boa posição e bem apoiado na cadeira) e um colete para segurar meu tronco em uma boa postura.

A cadeira e eu. Eu e a cadeira. Somos inseparáveis. Dependo dela para viver no dia-a-dia, preciso dela para tudo. Ela depende de mim para se mover, pois necessita dos comandos do controle. Já caí da cadeira algumas vezes e doeu muito, já virei junto com a cadeira, bati a cabeça e fez um galo enorme. Já fiquei molhado junto com a cadeira durante chuvas. Já realizei sonhos com sua ajuda. Já vivi bons momentos em cima dela. Já vivi momentos difíceis também... A qualquer instante, estarei na companhia do cavalo - a minha cadeira de rodas.

Não sei se acertei na comparação, mas tentei abordar o assunto de uma forma diferente. São pequenas metáforas, pois nunca tive um cavalo, mas a cadeira de rodas eu uso desde os 12 anos até os dias de hoje.

Abraços!

domingo, 26 de julho de 2009

20 anos joseense e 242 anos de São José dos Campos

Olá pessoas!

Hoje é um dia muito especial: o aniversário da minha querida cidade, São José dos Campos. Ela foi o palco de minha vida ao longo dos meus 20 anos. Foi aqui, neste munícipio que nasci e onde continuo me desenvolvendo como pessoa. Foi aqui que sempre estudei e estudo até hoje. Foi aqui que conheci pessoas incríveis, que visitei lugares magníficos, que vivenciei momentos espetaculares. Foi aqui que estive ao lado de vários amigos, perto da família e de todos os outros joseenses.

Parabéns para São José dos Campos!!! Parabéns pelos seus 242 anos, de muito progresso, prosperidade e alegria!!! Tenho orgulho de morar aqui!!!

E como tudo o que é bom pode virar poesia, minha homenagem virá da forma que amo fazer: escrevendo.


“Qualidade de Vida Joseense”

A vida joseense através de uma aldeia nasceu,
Formada por índios numa fazenda de jesuítas,
Religiosos expulsos pela lei de princípio ateu,
Que voltaram, numa planície de matas bonitas.

No marco zero foi construída a Igreja Matriz
E logo a simples aldeia se transformou em vila:
A economia e a cultura foram criando raiz...
São José (do Paraíba) ganhou ainda mais vida.

Virou São José dos Campos, estância curadora:
O clima agradável foi usado em prol da saúde,
Para tratar doentes tornou-se colaboradora;
O Sanatório Vicentina Aranha fez sua amplitude.

A qualidade de vida ficou ainda mais evidente,
Pois mais pessoas para aqui vieram morar.
Infraestrutura e saneamento tinham em mente
E assim, desenvolvimento industrial gerar.

São 242 anos, muitos anos de vida saudável,
Afinal, grande parte de sua área é preservada,
A paisagem do Banhado encanta e é adorável;
São Francisco Xavier, naturalmente privilegiada.

São José dos Campos, município com variedade,
Feiras, shoppings, Mercado Municipal e Calçadão...
Nos parques e museus, eventos de alta qualidade;
Patrimônios e cartões postais tocam nosso coração.

Cidade dos avanços de preservação e tecnologia,
A qualidade de bom lugar para viver a nós pertence;
Pois além de urbana, o toque de interior contagia...
Nasci aqui e sou feliz pela qualidade de vida joseense.

Fábio Cassiano

sábado, 25 de julho de 2009

Até onde o sonho pode nos levar?

Olá pessoas!

Ter sonhos é algo que faz parte da vida de todo mundo. A mente possibilita que todos possam sonhar, mas é com a ajuda do coração que conseguiremos as realizações. Para nós, pessoas com deficiência, seguir o caminho rumo à concretização do que se deseja é um pouco mais difícil e trabalhoso. Isso acontece, pois é preciso contar com a ajuda e o envolvimento de mais pessoas, que cuidam da gente, que nos acompanham e das quais podemos depender para fazer algumas coisas na vida. Mas ressalto que a tarefa de realizar um sonho não é impossível para ninguém - se não desistirmos de nós mesmos, se pensarmos positivo, se acreditarmos nas possibilidades e tivermos um sonho atingível, existe chance de acontecer.

Nós temos algum tipo de deficiência sim, mas nossa mente funciona de modo a podermos sonhar. As vontades, os desejos, as idéias, tudo o que se passa na cabeça é motivo de virar um sonho. O que queremos é o mesmo que todos em certos instantes; em outros preferimos algo mais íntimo e pessoal. A jornada necessária para colocar o pensamento e transformá-lo em fato pode ser sinuosa: dificuldades de inclusão, falta de acessibilidade, possíveis preconceitos e mais aquelas que afetam qualquer um. Por isso, se envolver com uma causa própria é essencial, para buscar no próprio sonho, o incentivo de se dedicar ainda mais, se empenhando com boas emoções, colocando o melhor de si e vencendo qualquer desânimo que possa aparecer. Uma ótima "carta na manga" é usar pensamentos positivos para aumentar a eficácia na busca do lugar ao sol (a conquista do que foi desejado). A positividade é tão importante quanto às atitudes que precisam ser tomadas - cada sonho que realizei foi fruto desta "carta" e com isso, recomendo essa mente aberta a só sentimento bom, tendo fé que tudo pode dar certo. Seguindo uma das várias religiões ou nenhuma, saibam que a dica é bem-sucedida, desde que se concentre com todas as energias.

Na verdade, esse negócio de ter um sonho não é tão organizado assim, pois o cérebro libera milhões de pensamentos e dentro deles, existem os que representam sonhos. Vários ao mesmo tempo. Realmente, não conseguiremos realizar todos e mesmo que não realizemos algum, outros surgirão. Sem contar que nossas prioridades mudam com o tempo. Isso não significa que desistimos. São vários sonhos e temos de no concentrar em cada um, dentro do possível.

Mas haverá o momento de tomar decisões e entrar em ação: ora precisaremos da mãozinha de amigos e da família, de quem cuida de nós e nos acompanha ora agirimos de modo a alcançar o que queremos, pois nós é que somos responsáveis pelo que nos fará contentes e auto-realizados.

Sonho com lugares: é preciso estar disposto a tomar consciência da presença de acessibilidade, suficiente para facilitar nosso modo de aproveitar e usufruir da conquista. Obter contato com os lugares, pessoalmente ou através de informações é primordial para que tudo ocorra dentro do esperado. O lugar dos nossos sonhos pode se tornar uma aventura, pois não imaginamos até onde podem nos levar. Isso é bom, porém nossos passos serão em um terreno novo, misterioso e imprevisível - informações nos direcionam em um melhor caminho.

Sonho com pessoas: é preciso buscar pessoas que sejam receptivas, tenham sinceramente um espírito de inclusão, sem preconceito com qualquer tipo de diferença. Deve haver um bom convívo e abertura para aprendizados de ambas as partes.

Sonho com momentos: é preciso acreditar em belas sensações proporcionadas, em pessoas especiais, em todos que estão ao nosso lado, pensar positivo para que tudo dê certo, sem tantos imprevistos. Momentos costumam ter um palco. Se ele for acessível, será um palco inclusivo, permitindo que uma variedade de gente consiga fazer parte disso. Há datas e horários, os quais podemos escolher ou já são definidos. Quando é de madrugada fica mais difícil para nós, pessoas com deficiência, pois dependemos da disponibilidade de outras pessoas, às vezes pode ser meio cansativo, mas quando se reúne as condições necessárias, o "período de dormir" pode ser um bom evento. A verdade é que os benefícios ou as boas emoções sentidas antes, durante e após os momentos é totalmente acessível e gratuito.

Aproveito para compartilhar com vocês alguns dos sonhos que realizei, graças à ajuda de pessoas especiais:


Conhecer pessoalmente, no camarim, minha cantora preferida - Ivete Sangalo (2005)



Ida ao evento de moda Oscar Fashion Days (2008)


Assistir ao Desfile das Escolas de Samba daqui de SJC e ouvir de perto o som da bateria (não lembro o ano)


Lançamento do livro "Amores em Alguém" na livraria Max Sigma (abril de 2009)


Noite de Autógrafos no bar Mad Jack (junho de 2009)

A beleza de sonhar: imagine-se nas areias de uma praia, vivendo na rotina da terra firme só que ao mesmo tempo sentindo falta de algo. Você olha para frente e observa no horizonte do mar um belo pôr-do-sol. Rodeando o sol, gaivotas enfeitam o céu, acima de montanhas repletas de verde vivo. De repente, sente uma vontade de estar mais perto daquela paisagem, daquelas cores pintadas no céu e pensa de que forma conseguir sair das areias e se aproximar da paisagem dos sonhos. Eis que surge a idéia: entrar no mar com um barco e ir navegando até a distância suficiente para que a paisagem do pôr-do-sol apareça por todos os lados. Assim, você fez parte daquele momento e sentiu-se bem após ter tomado a iniciativa de sair da terra (do porto seguro) em direção à paisagem.

Abraços e bons sonhos!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Orgulho ou/e Independência

Olá pessoas!

Pois é, fiquei mais um tempinho sem escrever no blog... E ultimamente andei pensando em escrever um pouco mais sobre o universo das pessoas com deficiência, do qual faço parte. Com os últimos grandes acontecimentos - apareci ao vivo num programa falando sobre acessibilidade e inclusão, na Noite de Autógrafos convidei amigos cadeirantes e vesti uma camiseta especial - pensei que chegou a hora de falar sobre o assunto. Sempre gostei de escrever sobre a vida e as postagens anteriores transmitiam de forma poética a reflexão para uma vida equilibrada e com a prática do amor. Por isso, vou tentar fazer um mix de tudo isso no blog e ver como pode ficar.

Todo mundo gosta de ter liberdade em sua vida e de ter direito à independência, fazendo o que quer que seja sem precisar de outra pessoa. Em nós, pessoas com algum tipo de deficiência, também há este sentimento. Mas existem os momentos nos quais precisamos de uma mãozinha. Nesse caso, pediremos a ajuda necessária ou dependendo da circunstância no dia-a-dia, quem estiver perto e sentir vontade de ajudar, deve perguntar antes ao invés de sair empurrando a cadeira. Isso não é orgulho ruim (aquele orgulho egoísta) e sim uma forma eficiente de auxílio, pois só acontecerá o auxílio se nós realmente estivermos precisando e se for esclarecido como isso pode ser feito.

Existem também, os momentos em que temos prazer de fazer algo por conta própria. São as horas de nossa independência, quando pedimos para deixarem tudo preparadinho para depois assumirmos o controle de certa atividade. É como segurar um pássaro, prepará-lo e em seguida deixá-lo voar com as próprias asas. Ou seja, se nos sentimos em condições de botar em prática algumas tarefas do dia-a-dia, é importante entrar em ação, seja para exercitar o corpo, para trabalhar o movimento, a coordenação e com isso colaborar na própria saúde. Trabalhar em hobbies, desenvolver os talentos, criar obras de arte é algo que nos traz ótimas sensações, apenas pelo fato de colocarmos nossa criatividade e transmitir nossa visão de mundo e de vida. Ao terminar uma atividade e ver seu resultado final, eleva sempre nossa auto-estima, nosso amor próprio e a confiança em nossa capacidade. Esse é o orgulho bom, aquele de sentir-se feliz por começar algo e terminar, por mérito próprio. Isso é algo que não tem preço.

É preciso saber separar a hora de nos ajudar da hora de nos deixar curtir o instante alegre, da auto-realização. Praticarmos idéias e projetos nos quais desejamos seguir é só benefícios para nós, pessoas com deficiência e quem nos quer bem. Incentivar o desenvolvimento dessas atividades é melhor ainda. Movimentar o corpo faz bem para nossa saúde e nosso espírito. Se temos algum movimento, porque não usá-los para um prazeroso exercício que é viver? Vendo cada dia como oportunidade de descobrir do que somos capazes.

Mas esta atitude independente não ocorre apenas nos talentos e artes, mas também em simples tarefas da rotina, como: se alimentar (por exemplo, peço para colocarem em mim algumas almofadas nas costas e na mesa da cadeira, pois não tenho força para levantar os braços e levar a comida na boca - uso os apetrechos para me aproximar do prato e assim eu mesmo comer; consigo fazer movimentos curtos com os braços e mãos), ler (gosto de ler revistas, onde uso almofadas para aproximá-la e poder passar as páginas; e de ler livros, que é mais fácil, pois é só pegá-los para mim e segurá-los eu consigo), escrever (em caderno ou em papel, basta pegar os materiais para mim, pois ainda escrevo - um pouco lento pelas dificuldades, mas gosto de escrever - e no computador, basta pegar o teclado mais o mouse ou, se for notebook, é só colocá-lo na mesa da minha cadeira), etc. A verdade é que em nenhum momento eu estou "forçando a barra" do meu corpo, pois faço tudo aquilo que tenho condições de fazer atualmente, sinto prazer em realizar algumas "façanhas" sozinho, vejo também com um olhar de exercício e não me canso com essas atividades diárias. Pelo contrário, me sinto renovado. Novamente, não se trata do orgulho ruim, mas do orgulho bom, que faz bem para o coração, aliado à uma certa independência.

Devo lembrar que são vários tipos de deficiência, com várias causas diferentes e há uma variedade de dificuldades. Só que se as condições físicas possibilitarem a prática de algo, o que desejar, sentir vontade, vale muito a pena para o corpo, exercitando-o e adquirindo mais saúde. Sem contar, que será um hábito saudável para viver.

A ajuda e o apoio das pessoas à nossa volta são sempre bem-vindos, principalmente se estiverem perto para ouvirem nosso chamado e antes de chegar já ajudando, perguntarem se estamos precisando de uma mãozinha. Sou grato a todos que me ajudam durante cada dia. Sem essas pessoas, não seria possível meus instantes independentes.

Orgulho e independência: você segura o pássaro, com todo carinho, transmite a ele palavras de incentivo, através de uma alegria contagiante. Caminha com ele nas mãos, segurando-o de forma firme e ao mesmo tempo delicada. Se mantém ao seu lado, cria um ambiente de confiança e amor. Finalmente encontra o lugar ideal, de tamanho suficiente para amplas possibilidades, para que o pássaro escolha, por conta própria, o seu próprio caminho na imensidão do céu. Você abre as mãos, aos poucos e estende os braços mais para o alto e aguarda o esplendoroso momento. Deseja boa sorte ao amigo voador. Ansioso, o pássaro se prepara para o voo, se ajeita para o impulso inicial. Em questão de segundos, ele já não está mais em sua mão e voa, se misturando com o ar, fazendo parte dele. Como é um orgulho você ter feito parte deste momento mágico e real da natureza, ter ajudado o pássaro em seu caminho, para sua vida independente no céu; ele certamente lembrará da importância do empurrãozinho que você deu. O pássaro também sentiu-se orgulhoso por ter feito o que tanto desejava, um voo encantador e inesquecível; ele sentiu-se feliz por ter feito sozinho isso.


Abraços

sábado, 4 de julho de 2009

Estilo americano e "Amores em Alguém" de Fábio Cassiano

Olá pessoas!

Gostaria de contar em detalhes para vocês, sobre como foi a Noite de Autógrafo do meu livro "Amores em Alguém", que aconteceu na terça-feira, dia 30 de junho, no bar Mad Jack. O evento comemorou o sucesso do lançamento do livro em abril.


Sinto que foi mais um momento muito especial em minha vida, mais uma benção divina. Fiquei muito, mas muito feliz mesmo com a presença de cada convidado, familiares, amigos e conhecidos. Tive o enorme prazer de conhecer pessoas incríveis. Foram vários flashes, gestos de carinho compartilhados, comida ao estilo americano, MPB tocando o coração, sorrisos... E muita alegria no ar.


Além de contar tudo o que rolou por lá, aproveito para deixar alguns sinceros agradecimentos.

Muito mais que uma Noite de Autógrafos

Foi um dia maravilhoso. O clima não estava tão estável, em alguns instantes parecia que choveria. Mas na Noite do evento, o clima estava ótimo. Sem chuva e com alegria de sobra. Alegria minha, dos queridos convidados e inclusive de todos que fazem parte do Mad Jack.
Acordei um pouco tarde, mas mesmo assim, senti dentro de mim, que seria um grande dia. E realmente foi. Fiquei um bom tempo de frente para o computador, para responder alguns e-mails e recados do Orkut, vindos de pessoas incríveis, que demonstraram um carinho especial para mim e me incentivaram a ficar tranquilo, pensando positivo. Me senti tão bem com cada palavra sincera, verdadeira, amiga, enviada com boas energias. Fiz questão de deixar meu agradecimento por essa transmissão de simpatia por mim, vinda de cada pessoa.
Dei uma passadinha no meu blog e vi que tinha um convitão que deixei no topo. Li novamente os dizeres da divulgação e pensei: "Vai ser hoje. O dia que vou ter a oportunidade de compartilhar com as pessoas este momento especial em minha vida. Vai dar tudo certo. Vou tentar ser eu mesmo, com aquela simplicidade e ser atencioso com cada convidado". Me senti ansioso e ao mesmo tempo tranquilo. Me senti confiante e muito feliz.
A hora se aproximava. Quando eram 5 da tarde, comecei a me preparar para a maravilhosa noite que estava por vir. Me arrumei, "vesti a inclusão" e por cima a jaqueta. Tomei um lanchinho e fiquei pronto. Por fora estava pronto. Por dentro, alegria e emoção. Um friozinho de leve na barriga também. Escolhi uma caneta que ganhei no lançamento de abril, para dar sorte e luz. Ela aguentou até a última dedicatória, que aconteceu quase que meia-noite.
Meu pai me levou até o bar e durante a "viagem", fiquei agradecendo mentalmente à Deus, por todas suas bençãos e pela benção da Noite de Autógrafos. Chegamos lá umas 6:30 da tarde.
No caminho para a faculdade, sempre passava perto do Mad Jack e ficava olhando a fachada, curioso para saber como que seria por dentro. No dia do grande evento foi diferente. Estávamos indo diretamente para o bar, passando cada vez mais perto. De repente, nos encontramos na frente do bar e dei uma olhada para o seu interior, além de observar o carro bonito que tinha de "enfeite". Já no estacionamento, senti que estava realmente se aproximando o evento.


Entrei lá e cumprimentei todos que me receberam na entrada, com sorrisos. Segui para o lado esquerdo do bar, que tinha alguns lugares em cada canto e no meio uma mesa principal. Decidimos que eu usaria apenas a mesa da minha cadeira e mantive-me desta forma até o final. Fiz questão de estar em contato direto com cada visitante convidado. Conversei com o gerente e alguns funcionários que foram me cumprimentar de forma bem amistosa. Meu tio Dom, que fez o belo som de fundo, trazendo descontração e envolvimento ao ambiente, foi lá bater um papo comigo, desejando-me sorte. Aproveitei e agradeci pela sua participação.

Foi aí que se deu início à chegada dos primeiros convidados. Já estava preparado, com caneta e voz. Escrevi a primeira dedicatória e assinatura. Minhas mãos se mantinham leves e dispostas a autografar uns 50 exemplares do livro "Amores em Alguém", publicado pela Faro Editorial. Até esse momento, o pessoal ainda estava chegando.

Amigos, familiares, conhecidos, pessoas novas, cada um foi iluminando o bar com sua presença. Como falei nos convites, foi um imenso prazer receber todos, fiquei super contente com a companhia dos convidados, que me trouxeram uma energia fascinante, que me fizeram gestos carinhosos, através de abraços, beijos, apertos de mão, palavras... Tudo cheio de um afeto grandioso, vindo do coração. De coração para coração. Pois é, os Amores não estavam somente em mim. Percebi e senti esses amores (pois foram várias formas de amor) no sorriso de todo mundo, que representou alegria e os sentimentos mais lindos de se sentir.
Representando os "matrixianos", ou seja, nós pessoas que temos algum tipo de deficiência, estavam eu, minha mãe Marli, o Anatoli (amigo de onde faço hidroterapia), o Evandro (amigo do blog "Tocando a vida sobre rodas" - http://www.tocandoavidasobrerodas.blogspot.com/) e o Luís Daniel (amigo do blog "Reflexão sobre Rodas").
Mais pessoas foram chegando e pela informalidade do evento, não tinha uma fila definida. Todos estavam à vontade e iam até mim diretamente. Até deu para bater um papo com alguns. Era um clima descontraído, dinâmico e natural. A alegria predominou no ar. Me senti feliz, curti cada minuto, assim como os convidados.


Algum tempo depois de o Vinícius Valverde chegar no bar, ele foi até mim. Foi super legal comigo. Agradeceu por eu estar lá e me parabenizou com entusiasmo. Também agradeci a ele por tudo e tiramos duas fotos, lado a lado. Depois, ele levou um livro para eu escrever a dedicatória. Entreguei o livro assinado para ele. O Valter também tirou foto comigo e com minha mãe.
Quando tive a oportunidade, convidei o fotógrafo Gilberto Freitas para tirar uma foto comigo. Ao se aproximar para o clique, aproveitei para agradecer a ele pela cobertura do evento. As fotos que ele fez para o Portal São José dos Campos estão no link www.saojosedoscampos.com.br/social/index.php?id=32620&cat=20.
Já umas 10:30 e 11 horas, os convidados foram se despedindo e dizendo que adoraram o evento. Eu agradeci pela presença de cada um. Fiquei muito feliz com a Noite de Autógrafos no bar Mad Jack. Muito obrigado a todos que estiveram ao meu lado, comemorando mais um momento muito especial em minha vida. Adorei tudo!

Agradecimentos

Muito obrigado à minha màe (Marli) e ao meu irmão Caio por terem entrado em contato com o bar e combinado o evento. Os contatos feitos por eles foram essenciais para seu acontecimento. Eles fizeram muito por mim e se empenharam para que tudo desse certo. Foi um maravilhoso gesto.
Muito obrigado ao Vinícius e ao Valter do Mad Jack, pela ótima recepção que fizeram e pela oportunidade oferecida para podermos realizar a Noite de Autógrafos. Fiquei muito feliz quando soube que aceitaram o nosso evento e pelo presente de poder ter como palco este bar super badalado. Gostei de tê-los conhecido pessoalmente e até de ter tirado uma foto para guardar como boa recordação.
Muito obrigado à Marina por conversar com o Jonas Almeida, apresentador do Vanguarda Mix, para uma possível reportagem.
Muito obrigado ao meu pai (Rui), por estar ao meu lado nos eventos e nesse não foi diferente, me preparando, me arrumando e me levando até a Noite de Autógrafos. Agradeço por me ajudar em cada instante do evento, desde o "por trás das câmeras" até o final.
Muito obrigado ao meu irmão Bruno, por ter me ajudado a escolher a roupa para o evento e ainda no estilo do bar. Ele também tirou algumas fotos e ajudou no caixa.
Muito obrigado à minha prima Ana Laura e à minha tia Valquíria, pelo apoio nas fotos para a Noite.
Muito obrigado à Tamara, a "personal hair" que fez o corte do meu cabelo para eu estar bem arrumado no evento.
Muito obrigado ao Evandro, do Legal Camisetas, pela oportunidade de poder "vestir inclusão" para a causa de nós, pessoas com deficiência e todos que admiram esta causa. O Legal Camisetas (http://legalcamisetas.elo7.com.br/) cria modelos dinâmicos e criativos, como o da Matrix que eu usei e o do Et que minha mãe usou.
Muito obrigado ao Luís Daniel, do blog "Reflexão sobre Rodas" (http://www.vnews.com.br/blog.php?id=27), pela divulgação do evento em seu blog, convidando seus leitores e visitantes. Fiquei contente com seu gesto.
Muito obrigado à Beatriz, por divulgar sobre o evento em seu blog, o BIP Cultural: http://www.bipcultural.blogspot.com/.
Muito obrigado ao meu tio Dom, por cuidar do som de fundo do evento e por encantar os convidados com uma MPB emocionante e de alta qualidade. Para mim foi um grande prazer estar ao seu lado no evento, agradeço pelo seu envolvimento e pela sua música.
Muito obrigado à todos os funcionários do Mad Jack, pela disposição em atender os convidados da noite e em me ajudar. Cada um que deu sua contribuição para o sucesso do evento, tem a minha singela gratidão.
Muito obrigado ao fotógrafo Gilberto Freitas, pela presença no evento e pela sua cobertura, representando o Portal São José dos Campos. Mais uma vez, pude contar com seus flashes especiais. Sou grato também ao Maurício do Portal, pelo apoio nesse evento e na divulgação do livro "Amores em Alguém".
Muito obrigado a todos os convidados, por estarem ao meu lado, fazendo parte do momento maravilhoso que foi esse evento no Mad Jack, foi muito bom recebê-los. Agradeço por todo o carinho e positividade que me trouxeram, despertando em mim um profundo sorriso. Fiquei muito feliz e curti muito essa troca de energias do bem.

Um grande abraço,

Fábio