sexta-feira, 8 de março de 2013

Que As Mulheres Sejam Felizes!

Queridas Mulheres da Minha Vida e Deste Mundo,

É com toda minha sinceridade que desejo a todas vocês um Feliz, Maravilhoso, Iluminado e Abençoado Dia Internacional da Mulher! Muito mais do que isso, que sejam felizes sempre, recebendo de volta a mesma felicidade que trazem a todos ao redor de vocês! Talvez minhas palavras de hoje não sejam o suficiente para homenageá-las, mas saibam que é de coração o que sinto ao escrevê-las e espero que Deus continue guiando seus caminhos, renovando suas forças para enfrentar cada desafio imposto pela sociedade ou por qualquer um que as desvalorize, preenchendo seus interiores com o amor puro e incondicional, criando em vocês muitos talentos, qualidades e virtudes, permitindo que vivenciem belas experiências de vida ao lado de suas famílias e de seus amigos, enriquecendo suas almas com um propósito inspirador para seus dias, capaz de inspirar o próximo e o mundo...


Capaz de inspirar este simples poeta, que é um eterno aprendiz em sua busca pela evolução espiritual e pela prática do amor, transmitido através de textos, postagens e poesias. Um beijo especial para todas as mulheres que fazem parte da minha família, para todas as mulheres que são minhas amigas (incluindo as melhores amigas), para todas as mulheres que tive a oportunidade de conhecer e para todas as mulheres deste mundo!

Hoje desejei pessoalmente um Feliz Dia da Mulher para 6 mulheres, pois fiquei em casa por ser dia de semana. Na verdade, dei uma volta numa praça perto daqui de casa, mas não encontrei mais nenhuma mulher. Também não consegui enviar alguma mensagem para as mulheres por e-mail nem pelo Facebook. Mas mesmo em cima da hora, reservei as últimas horas deste fascinante 8 de março, para compartilhar esta singela lembrança, parabenizando todas as mulheres por este merecido dia.

Que Todas As Mulheres Sejam Felizes!
Um Grande Abraço!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Deixando Novamente Deus Me Usar

Olá Ilustres Pessoas,

Logo após bater meu recorde de postagens, não consegui manter o ritmo desejado neste começo de ano. Confesso que tem sido difícil para mim aliar novas postagens com novas poesias. Em 2009, publiquei meu primeiro livro de poesias e após anos falando que publicaria o segundo, neste 2013 está mais do que na hora de buscar esta nova realização. Que eu faça isso por Deus, que me presenteou com este dom abençoado, me permitindo ser Seu instrumento ao compartilhar Amor. Que eu faça isso por toda minha família e por todos meus amigos, que oram pela minha felicidade e torcem de todo coração para que eu chegue lá. Que eu faça isso pelos meus leitores, que aguardam ansiosamente pelas minhas novidades poéticas e quando recebem as palavras que escrevo, retribuem com gestos e comentários emocionantes. Que eu faça isso por mim, pois amo escrever - escrever é a minha vida e não posso deixar que nada tire minha inspiração.

Quando escrevo, minha alma fica alimentada de amor e todas as pessoas ao meu redor também são alimentadas de amor. Tenho consciência de que a dádiva do talento que recebi é o cumprimento da minha missão e não posso me distanciar disto. Sou um poeta, sou um escritor. Como não ter o que dizer por meio da escrita? Gostaria que a inspiração plena voltasse a surgir naturalmente, como nos tempos de grande produção poética. O fantasma do "autor de livro único" tenta me abalar e por vezes, a sensação de arrependimento pelo tempo perdido, pelo tempo da "não-poesia", pelo tempo do "texto não escrito", tenta soprar em meu ouvido. Pois é, assim como o super-herói que perde por um tempo seus poderes, o poeta pode perder o brilhantismo dentro de si, por alguns instantes.
 

Isso tudo vai mudar a partir de hoje, a partir desta postagem. VOU DEIXAR DEUS ME USAR NOVAMENTE para aquilo que fui destinado a fazer. A partir de agora, deixo tudo nas mãos Dele, me entregando de corpo e alma para Seus planos maravilhosos para mim. Deus estará comigo nas próximas palavras que escreverei, como sempre esteve. O passado do que não foi escrito vai se transformar em aprendizado e em novas oportunidades para escrever tudo o que está guardado dentro do meu coração. Deixarei Deus guiar meu caminho para a meta do segundo livro tão aguardado. Ao lado Dele, farei de tudo para alcançar esta realização, que fará bem não só para mim, como para mais pessoas. Deus me usará não só para atender o meu EU POETA, mas para melhorar a vida do FÁBIO - a essência de quem sou. Desde janeiro, decidi escrever mensagens, recados e e-mails para os amigos especiais em minha vida, me abrindo sinceramente para registrar o quanto são importantes para mim. Se Deus quiser, darei continuidade também nesta iniciativa, ao longo deste ano.

Deixei Deus me usar nesta postagem e continuarei deixando nas próximas postagens e poesias que naturalmente virão como grandes bençãos para mim e para todos vocês... Que cada um de meus familiares, amigos, conhecidos e leitores possa abrir o coração e assim como eu, DEIXAR DEUS USAR sua vida e seus dons para um propósito maior ao mundo... Amém!

Um Grande e Divino Abraço...
Abaixo, compartilho com vocês a letra e o link para o video (http://www.youtube.com/watch?v=WrWUM17w8Pg&feature=player_embedded) da música Deixa Deus Te Usar, de Brenda dos Santos - cantora gospel que venceu o concurso Jovens Talentos, no Programa Raul Gil. Esta música tocou meu coração e me inspirou para esta postagem:
 
DEIXA DEUS TE USAR - BRENDA DOS SANTOS
 
Deixa, deixa, deixa, Deus te usar!
Deixa, deixa, deixa, Deus te usar!

Deus tá procurando vaso, novos talentos para usar,
Estenda a mão pra quem está em cacos
Sem medo de se cortar!
Deus tá procurando os eliseus,
Por que há muitos se escondendo,
Deus tá procurando 7000, pra fazer coisas que ninguém viu

Deus não quer saber se a sua casa é feia ou bonita!
Deus só quer saber se debaixo do seu teto você abriga!
Deus não quer saber se você canta ou se prega bem!
Deus só quer saber se pra ele você já ganhou alguém

Deixa Deus te usar!
Deixa Deus te tocar!
Usa o que você tem,
Para ganhar alguém!
Deixa, deixa, deixa, deixa, Deus te usar!

Deixa, deixa, deixa, Deus te usar!
Deixa, deixa, deixa, Deus te usar!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Milagres Natalinos e 2013 Inaugurado

OLÁ PESSOAS,

Espero que tenham vivenciado um Natal milagroso e que tenham inaugurado este belo ano de 2013 com renovação! Há alguns anos, tenho a tradição de postar, enviar por e-mail e compartilhar com o maior número possível de parentes, amigos ou conhecidos, alguma mensagem positiva de boas festas para as datas comemorativas do fim de ano. Assim como todos, percorri uma jornada ao longo de cada dia de cada mês, errando e acertando, sendo desafiado pelos imprevistos mas protegido por Deus, aprendendo com escolhas preciptadas ou julgamentos equivocados, alimentando a alma com as maiores graças divinas, presentes nas pequenas e generosas demonstrações de amor, vindas das mãos familiares ou amigas... Falei e senti coisas que não deveria, mesmo que por pouco tempo (ou me arrependi ou refleti ou tirei uma lição), porém, falei e senti coisas que valeram muito a pena. Outras coisas, deixei de falar, perdendo a oportunidade, mas espero criar novas oportunidades neste ano. Ajudei através de meu exemplo (segundo me dizem - se fez bem para alguém, então reconheço sem problemas), das poesias e dos textos transmitidos, de conselhos, dicas ou algo que falo... Só que na verdade, sou mais ajudado, diariamente as pessoas cuidam de mim, me elogiam, me apóiam, levantam meu astral, me protegem, me guiam, me emocionam com gestos amorosos, me oferecem bondade, saúde, inspiração... Esses são os milagres que presencio em minha vida e na de minha família.


Sei que essas palavras já podem ter sido escritas por autores que me inspiram, como Fernando Pessoa, Charles Chaplin, Mário Quintana, Vinicius de Moraes (entre outros) rsrs E também, não imaginava escrever isso tudo nesta postagem rsrs Mas sinto que é o que Deus está dizendo em meu coração neste instante e com este incrível talento de poeta, não poderia deixar de dividir isso com vocês, como sempre procuro fazer naquilo que escrevo. Quero que saibam que os milagres são possíveis e eles existem desde o nascer do sol, que indica um novo dia para caminhar, aproveitar o aprendizado do momento bom ou ruim, praticar amor, acreditando no propósito de nossas vidas e confiando nos planos que Deus tem para cada um de nós. Se no ano passado prevaleceram os obstáculos diante dos triunfos, não precisamos nos sentir derrotados, pois um milagre já aconteceu - continuamos vivos, permanecemos com esta vida abençoada pela possibilidade de tudo melhorar, mesmo que um pouco de cada vez. Se no ano passado as adversidades dominaram a maioria dos dias, saibam que nunca estaremos sozinhos, Deus sempre está ao nosso lado, guiando nossas vidas. O milagre é apesar de tudo, ainda termos força para continuar lutando e buscando novos sonhos. Se no ano passado não tivemos tantas realizações, podemos valorizar as que tivemos, considerando dádivas de Deus e ao sermos gratos por terem acontecido conosco, Deus glorificará nosso interior com Seu imenso amor incondicional. Nem tudo é fácil, aliás, a vida não é fácil de ser vivida, porém, se acreditarmos que cada dia é um aprendizado, na alegria ou na tristeza e que Deus jamais nos abandonará, cedo ou tarde encontraremos nosso caminho.



Queridos leitores, sejam bem-vindos à Temporada 2013 do nosso blog! Um Feliz Ano Novo! Que a cada postagem vocês possam ao meu lado embarcar em novas e emocionantes aventuras de um simples poeta que procura aprender com os milagres desta vida maravilhosa...

UM GRANDE ABRAÇO!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O Poeta E A Cápsula do Tempo

Olá pessoas,

É uma sensação incrível sentir a mudança de minha poesia ao longo dos anos da minha vida. Me sinto abençoado por ter me tornado um poeta de verdade, o que antes era apenas um hobbye para abrir meu coração. Me sinto cumprindo minha missão de transmitir amor ao escrever as poesias, por isso acredito que esse dom que Deus me deu é maravilhoso tanto para mim quanto para todos a minha volta. Com o exercício da escrita, a cada obra e a cada livro, vou desenvolvendo este belo dom, me permitindo criar novas possibilidades de versos, rimas, metáforas e de todos os recursos poéticos. Sou profundamente grato pela oportunidade de expressar minha arte da poesia por alguns meios, seguindo cada passo até chegar ao primeiro livro: folhas de caderno ou monobloco escritas à mão, folhas com poesias digitadas e impressas, apostila com espiral, apostila com capa dura, mini-livro "O tempo que existe em nós" e o livro "Amores em Alguém". E quando parece que já fiz de tudo, sou presenteado com convites especiais, que me permitem vivenciar momentos inesquecíveis através de meus versos.

Eis que surgiu em minha vida, a chance de escrever uma poesia em homenagem à minha querida cidade, São José dos Campos, para entrar na Cápsula do Tempo da Feira do Jovem Empreendedor de 2010. Cheguei a publicar a poesia "Qualidade de Vida Joseense" aqui no blog, em primeira mão, em 2009. Para que ela fosse escrita, procurei pesquisar mais informações sobre a história da nossa cidade e usei rimas para expressar meu orgulho de ser joseense. No evento da Feira de 2010, a poesia ficou disponível para leitura ao lado de outras obras como desenhos, fotos, textos, através de um telão interativo pelo toque dos dedos.


O projeto da Cápsula do Tempo teve continuidade agora em 2012 e no dia 20 de novembro, houve um feito histórico no Cedemp, no qual a cápsula foi enterrada pelo evento "São José, além dos Campos". A cápsula será aberta em 2067, quando será o aniversário de 300 anos de São José.

São José dos Campos, 20 de novembro de 2012, 20 horas

Para garantir minha presença neste evento marcante para a história joseense, que reuniu um valioso acervo cultural e patrimonial, tive a carona de um táxi adaptado com elevador, que acabou sendo minha primeira experiência em carros como o Dobló. Senti a emoção de levitar suavemente com minha cadeira através do elevador, sentindo um leve frio na barriga ao me ver um pouco acima do chão, onde a qualquer momento parece que a cadeira vai sair do lugar, mas não sai rsrs Na altura do porta-malas (graças ao teto estendido), movi minha cadeira para frente, me divertindo com o fato de andar de cadeira dentro de um carro. Devidamente estacionado no "camburão", foi amarrado o cinto de segurança ao meu redor - pareceu aquela hora de fechar o vagão da montanha russa e desejar uma boa viagem rsrs Quando o caminho começou a ser percorrido, por estar com minha cadeira acima dos bancos do motorista e dos passageiros, me senti que nem um capitão em alto mar, pois cada curva, subida ou descida era pura adrenalina e diversão. Passamos pelo Vale Sul Shopping, por alguns edifícios, até que finalmente chegamos ao destino: o Cedemp. Entramos no estacionamento e minha presença encomendada, foi entregue.

Logo que entrei no salão principal do local, fiquei impressionado com o visual inovador, criativo e dinâmico, tendo paredes em um belo tom lilás e piso claro com toque brilhante.


Fui explorando o ambiente com meu olhar poético, admirando a organização dos móveis, o espaço amplo sendo ocupado pelos visitantes que aos poucos iam chegando e a todo instante notava-se a movimentação dos organizadores do evento engajados no sucesso de cada detalhe.


Quem me convidou para participar desse projeto desde o começo, foi minha prima Gisele, que trabalha na Secretaria de Eventos e me permitiu estar entre seus convidados mais próximos, para assistir a Cápsula sendo enterrada ao vivo.


Assim que parei no meio do salão, encontrei a prima Gisele, ela me deu um carinhoso abraço e me recebeu com grande alegria - de primeira, notei um livro que ela tinha nas mãos, despertando minha curiosidade, mas decidi me conter, pois em seguida ela me apresentou ao Vice-Prefeito de São José e assim nos cumprimentamos.


Minutos depois, tive a emoção de rever minha professora Fabiana, que me deu aula técnica de Publicidade no ensino médio da Univap - aproveitamos para colocar as novidades em dia e descobrimos que ambos iríamos participar da Feira do Empreendedor 2012. Isso foi motivo de orgulho e entusiasmo para nós.


Em outra hora do evento, encontrei minha prima Carol, que é professora e ficou surpresa em me ver por lá, pois não ficou sabendo que eu teria uma obra dentro da Cápsula - mas não foi só ela, muitos outros familiares não sabem rsrs Mas é que não tive a oportunidade de contar para todo mundo (tenho até 2067 para isso rs).


No fim do evento, conversei com duas primas (sobrinhas da Gisele) e juntos tiramos fotos ao lado da Cápsula. Tive um rápido dedinho de prosa também com a escritora Rita Elisa Seda, que me conheceu na Feira de 2010 e me contou de sua participação na Academia Joseense de Letras (AJL).


Bom, ainda há um mistério nesta história... O que é a Cápsula do Tempo?

O Poeta responde: é uma espécie de tubo para guardar coisas, fechado com uma tampa. Mas em homenagem ao tema dos Astros na Feira de 2010, é uma cápsula feita de metal com um formato de foguete, sendo em seu topo um design pontiaguado e em sua base, são 3 mini-asas (a foto talvez descreva melhor rsrs). Ela é do Tempo, pois foi criada para guardar alguns objetos do patrimônio joseense e ser enterrada no Cedemp por 50 anos.


No começo do evento, a cápsula ficou em um cantinho próximo à parede lilás, apoiada sobre uma estrutura branca de madeira, só descansando para o grande ato. À sua esquerda, havia um banner com seu desenho e um convite para os visitantes. À sua direita, havia uma mesa coberta com um pano branco, que abrigava os objetos que seriam guardados dentro dela. As pessoas passavam curiosas, só imaginando o que aconteceria com a cápsula. Logo na entrada, foi criada uma área retangular rebaixada (para não dizer buraco rs) para abrigar a cápsula e futuramente ela será coberta por uma estrutura de vidro, permitindo que os visitantes a vejam mesmo enterrada. Ao invés de uma lápide, uma chapa metálica com o logotipo da cápsula e a identificação "São José, além dos Campos" em azul foi presa à parede próxima ao "buraco". De um lado, bandeiras do Brasil, de São Paulo e de São José. De outro, um balcão transparente para os discursos do mestre de cerimônia e das autoridades do evento.


Minutos depois, 4 homens de terno pegaram a Cápsula do Tempo e com todo cuidado entregaram para 2 homens vestidos como guardas da Realeza e um outro de terno, posicionados na área retangular rebaixada. Prontamente, eles seguraram a cápsula e suavemente a encaixaram no apoio de madeira. Mas isso tudo foi apenas o ensaio, para não ter erro durante a transmissão ao vivo, para a outra parte do evento, no Parque da Cidade. Eu acompanhei de pertinho, no próprio Cedemp.


Do ensaio, a cápsula seguiu para a parte de fora do local, aproveitando o clima favorável e as escadas da entrada como cenário. Deu-se início à primeira etapa do evento - o armazenamento dos objetos escolhidos na cápsula. Ao longo dos degraus, músicos de uma banda de fanfarra estavam posicionados, para tocar na hora da chamada de alguns convidados participantes do projeto.


Trombetas, trombones, trompetes e tambores anunciavam os passos até cada um chegar e depositar cada objeto no espaço reservado (quando a tampa foi retirada para sua abertura).


Na calçada, a Cápsula do Tempo foi posicionada sobre a base de madeira e na frente da mesa com os objetos esperando para serem guardados.


Próximos dali, estavámos eu e meu pai (que registrou tudo com fotos), acompanhando tudo em detalhes. Os convidados foram chamados, a fanfarra fez o som de fundo, os objetos foram guardados e os aplausos fechavam a participação de cada pessoa. A cápsula foi presenteada com uma fotografia impressa, uma escultura exclusiva, um jornal com tema de empreendedorismo, um CD com a identidade visual completa do evento e seus materiais de divulgação, um conjunto de selos personalizados, projetos de alguns alunos e não menos importante, o livro de exemplar único em capa dura com mais de 300 obras - o "São José, além dos Campos".


Foi aí que eu entrei na história e para a história joseense rsrs Entre as obras, divididas em desenhos, fotos e textos, a poesia-homenagem que escrevi ("Qualidade de Vida Joseense" - clique aqui para ler) estava presente e entrou na cápsula. Mas a surpresa foi maior ainda... Recebi a imensa honra de representar os autores deste belo livro e ao lado do Vice-Prefeito, depositar a obra impressa na Cápsula do Tempo. Com o microfone, minha prima Gisele anunciou meu nome e o de meu pai para o grande momento: liguei minha cadeira e fui me aproximando do Vice-Prefeito, sob o som marcante da banda de fanfarra. Peguei na mesa o livro, profundamente emocionado e me sentindo importante com a música de Realeza. Os aplausos também me contagiaram. A mão falhou e não aguentei o peso do livro, mas o Vice-Prefeito na maior gentileza, completou o gesto de colocar o livro dentro da cápsula. Depois de tudo armazenado nela, colocaram a tampa e se prepararam para o ato final.


Voltamos para o salão principal. As autoridades fizeram seus discursos de agradecimento, inspirando a todos com suas palavras sinceras e verdadeiras. Os convidados que participaram da cápsula foram reunidos para o registro de suas presenças à imprensa - várias máquinas tiraram várias fotos ao mesmo tempo, foi tratamento de celebridade para cada pessoa que entrou para a história de São José. Novamente, eu estava no meio do povo rs A expectativa de todos ia aumentando cada vez mais. O mestre de cerimõnias já foi nos preparando que entraríamos no ar para a transmissão simultãnea do evento. A câmera estava devidamente instalada e posicionada. Os últimos ajustes foram feitos e em 1 minuto, estaríamos ao vivo. Cinco, quatro, três, dois, um... No ar! O mestre de cerimõminas começou a narração dos acontecimentos ao vivo, fazendo uma rápida introdução do que se tratava o evento. Poucos minutos se passaram e a cápsula estava pronta para entrar em cena. Anunciaram a vinda da Cápsula do Tempo e os 4 homens de terno entraram no salão com ela, caminhando com passos lentos, para que todos pudessem apreciar a cápsula em formato de foguete. Logo atrás, a banda de fanfarra fazia a trilha sonora do momento histórico, tocando o coração dos espectadores, com os tambores vibrando na mesma emoção de cada um. A cápsula foi desfilando e a plateia formou uma roda para presenciar cada detalhe. A música durou por um bom tempo, na afinação da melodia e no som da Realeza Joseense. Uma menina segurava a flâmula com o símbolo da banda e parou para conferir o fato principal: a passagem da cápsula para as mãos dos 3 homens na parte rebaixada do salão. Esta passagem foi feita tranquilamente, com toda a leveza e dedicação para tudo dar certo. Eles receberam corretamente a cápsula e a posicionaram na base de madeira com a leveza de uma folha que toca o chão. Todos aplaudiram com grande entusiasmo, orgulho e admiração - eu me senti assim!


A Cápsula do Tempo finalmente foi enterrada. Para oficializar o fato, abriram a cortina que cobria a chapa metálica, que possui um design moderno e inovador. A chapa naquele instante de inauguração, refletiu o imenso brilho estampado nos olhos de cada um e o sorriso orgulhoso demonstrado. Continuei olhando atentamente para ela, admirado com o logotipo da cápsula e com as letras criativas escolhidas para representar o evento. Fiquei feliz em ver que tudo deu certo, que todos se empenharam com carinho e o resultado valeu muito a pena. Adorei ter participado desta iniciativa maravilhosa, muito obrigado a todos!


Falando em entrar para a história, aproveito para compartilhar com vocês uma ótima conquista de meu blog. Com esta postagem, consegui chegar à marca de 35 postagens, superando meu melhor ano, que tinha sido em 2009, com 34 postagens. É 1 a mais, mas significa muito para mim, pois em 2010 e 2011, escrevi apenas 9 postagens em cada ano. Mas se cheguei até aqui, foi graças a vocês, meus queridos leitores, que sempre estiveram ao meu lado e me apoiaram, independente da quantidade de postagens... Por isso, o meu muito obrigado, sincero e verdadeiro, para as estrelas principais deste blog, que são VOCÊS, a quem dedico sempre tudo o que escrevo. Espero que tenham passado um Natal abençoado e desejo um 2013 repleto de prosperidade, saúde, paz, alegria e luz.

Abraços!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Como Falar Sem Tocar no Assunto

Olá pessoas,

Quando eu gosto de um filme, acabo sempre levando algo dele para minha vida e por isso, é inevitável trazê-lo para o blog, como fiz com o "Avatar". O tempo passou e incrivelmente encontrei um filme ainda mais surpreendente usando quase nenhum efeito especial e tendo por base a história da amizade entre um cadeirante rico e seu cuidador inexperiente porém divertido. O filme é de produção francesa e se chama "Intocáveis". Tive a imensa alegria de assistí-lo 2 vezes no cinema do Colinas Shopping e pude me deliciar com cenas bem-humoradas e algumas de momentos que vivencio no meu cotidiano. Esta é minha dica de filme, vale muito a pena curtir suas mensagens e dar boas risadas. Aproveitem enquanto ele continua passando, pois já está há uns meses e pode parar a qualquer semana, está passando apenas no Colinas e está fazendo um sucesso enorme pelo mundo. Clique aqui para saber o horário das sessões.

Para compartilhar minha opinião sobre o filme, terei de vencer o desafio de falar o que achei sem contar sobre as cenas e perder a graça da novidade. Então, vou contar sobre minha experiência ao captar mensagens positivas e situações em comum de uma pessoa que tem alguma deficiência. Quando vi o pôster do filme no site do Cinemark - no qual aparece o cadeirante sendo empurrado na neve pelo seu amigo e enfermeiro-cuidador e juntos eles estão curtindo o momento com grande alegria e bom-humor - logo fiquei com vontade de ver. Quando passou o trailer na televisão, minha curiosidade e meu entusiasmo aumentaram ainda mais e não teve jeito: chamei minha família para assistir comigo!


"Intocáveis" é um filme na língua francesa com legendas em português e não usa efeitos em 3D. Porém, a atuação dos atores protagonistas é nota 10, capaz de nos envolver profundamente nas tiradas bem-humoradas ao longo das situações do dia-a-dia por eles vivenciadas. Um se destaca por representar não só as dificuldades físicas de um cadeirante sem movimentos nos braços e nas pernas, como também a bagagem de vida de um rico de personalidade forte, que não gosta de ser visto com olhares de pena. O outro se destaca ao interpretar um jovem desempregado, porém cheio de atitude e de métodos nada convencionais no seu trabalho de enfermeiro cuidador. Juntos, ambos convencem ao retratar com muita sinceridade, alegria e aceitação, uma amizade por vezes pragmática - sem compaixão exagerada, sem medo da novidade e com o entendimento do que é preciso fazer - mas no fundo verdadeira, capaz de voar o mais alto possível, até encontrar a plenitude de viver, convivendo com o próximo e desejando o seu bem.

Intocáveis representa o quão longe os amigos podem ir quando estão juntos, pois são capazes de tocar o céu ao viverem suas liberdades. Um completa o outro. Se de um lado um presenteia o amigo com braços e pernas ao cuidar dele e lhe dá confiança, o outro retribui com sua amizade, sua sabedoria, seu gosto refinado, seu exemplo, além de seu dinheiro que permite grandes regalias e estabilidade financeira. Juntos eles são intocáveis no bom sentido, pois a amizade faz os dois tocarem o infinito da realização dos sonhos, mesmo com suas diferenças e dificuldades. Um ajuda o outro. Cada limitação descoberta e entendida, se torna uma aventura de imensa empatia e apoio mútuo. Para que a aceitação se torne ainda mais interessante, o bom-humor pode ser um ótimo aliado.

Um Grande Abraço!

domingo, 28 de outubro de 2012

Eu Amo o Lucy Montoro

Olá pessoas,

O centro de reabilitação Lucy Montoro de São José dos Campos completou 1 ano de funcionamento, por isso, começo a postagem desejando parabéns para este lugar maravilhoso e para toda sua equipe maravilhosa! Que continuem reabilitando a vida de muitos pacientes por vários anos, mantendo a excelência e a qualidade nos atendimentos, com bastante gentileza e carisma de todos funcionários. Que continuem oferecendo a cada paciente muita saúde, alegria, paz e felicidade, pois estar reabilitado é estar bem consigo mesmo, tanto no corpo como na alma.


O melhor de tudo é que pude acompanhar de perto grande parte dos momentos deste primeiro ano no Lucy. Desde que vi sua inauguração na TV em 2011, corri com minha mãe para nos inscrever e ter acesso a essas terapias de reabilitação. Fizemos entrevistas, passamos pelo acolhimento, fomos um dos primeiros a serem atendidos. O período do tratamento oferecido é de 3 meses, então depois de ter recebido atendimento em 3 manhãs por semana de fisioterapia, terapia ocupacional, condicionamento físico, fonoaudiologia, psicologia, enfermagem, serviço social e nutrição, fui sendo dispensado aos poucos. Na verdade, fiquei um mês a mais recebendo algumas dessas terapias e aí eu seria dispensado totalmente. Mas de repente recebi um convite que topei na hora, pois o Lucy faz parte da minha vida desde que o conheci: me chamaram para participar da oficina de arte, onde eu poderia extravasar toda minha criatividade rsrs Agora tenho ido 1 manhã por semana, toda segunda das 8h às 10h, mas fico um pouco mais para matar a saudade dos meus amigos funcionários e pacientes.

Nos parágrafos abaixo, preparei uma homenagem através de relatos bem-humorados sobre cada atividade que ajudou a reabilitar minha vida e que continua me reabilitando. Por ter vivenciado muitos momentos no Lucy Montoro, sinto uma grande amizade por vários terapeutas e funcionários, além de alguns pacientes (pois não é possível conhecer todos por conta de períodos diferentes e por serem tantos). Por isso, no final de cada parágrafo, escrevi os nomes dos terapeutas, dos profissionais de cada atividade e dos pacientes que vi ou vejo com maior frequência. Mesmo que falte alguns nomes, procurei lembrar de todos na minha mente, pois é muita gente, tem terapeutas, profissionais e pacientes novos e demoro um pouco para gravar nomes. Mas se virem que faltou algum nome, é só me falar que acrescento depois na postagem.


FONO: durante as sessões, eram feitos os exercícios com a supervisão das fonoaudiólogas - de tempos em tempos, elas ensinavam novos exercícios para estimular a respiração e facilitar na hora de engolir, aí eu tentava na primeira vez, mas desafinava no som ou ficava esquisito. O engraçado é a careta que eu faço ao me exercitar, mostrando meu empenho rsrs Tem os exercícios com som: gritar (pois tem que ser firme e forte) "aaaaaaaaaaaaaaa!!!", "iiiiiiiiiiiii!!!", "uuuuuuuuuuuu!!!", "rá! rá! rá!", "ká! ká! ká!", contar de 1 até 9 em voz alta. Tem os exercícios sem som: fazer expressões no rosto de bravo e de assustado, fazer com a boca um bico e depois um sorriso, fazer um bico bem grande por 10 segundos. Como benefício, senti que minha voz ficou mais firme e forte, minha timidez diminuiu e minha confiança em mim mesmo aumentou. No começo, eu ficava meio tímido com as caras e bocas dos exercícios, me achava meio doido ao me exercitar (pois da sala de psicologia, que é ao lado, dá para ouvir os gritos rsrs), mas aos poucos fui colocando as mangas de fora e até gracinha eu fazia nos intervalos. Tendo a voz forte, aprendi que poderia declamar bem algumas de minhas poesias e em todo dia, no final da tarde, vou no meu quarto para fazer toda a série dos exercícios passados, além de declamar minhas poesias de Natal, Ano Novo, Páscoa, Dia das Mães e dos Pais, tudo sem cola, pois já gravei os versos em minha mente. Andreia e Tatiana.

COND.FÍSICO: consegui matar minha curiosidade e gostei de participar de suas atividades. Pude conhecer e praticar a bocha adaptada para pessoas com deficiência, que usa uma calha (tipo uma madeira comprida em formato de V) apoiada na perna de um lado e inclinada para baixo, apoiando no chão, além de bolas diversas (grandes, pequenas, leves, pesadas) - com ajuda dos educadores físicos, era preciso escolher a posição da calha, tanto pela direita ou esquerda, como para cima ou para baixo na inclinação (criando velocidade maior ou menor). Depois, eu pegava cada bola, colocava sobre a calha, soltava e torcia para acertar o alvo, que poderia ser outra bola ou um ponto demarcado. Também já usamos as bolas na calha para acertar o gol, tendo que passar por um joão-bobo com cara de tigre (apelidado de São Marcos rs). Criamos uma nova modalidade de esporte adaptado: o "sinucobol", que usa um taco preso na minha cadeira com fita adesiva, uma bola e cones para as traves do gol. O jogador (no caso, eu rs) controla sua cadeira motorizada e mira o taco na bola, conduzindo-a até empurrá-la para dentro do gol. Em caso de pênalti, a bola fica na marca da grande área, o cobrador pode pegar distância e dar a tacada com a cadeira. É permitida a paradinha: é só correr, parar a cadeira e depois acelerar de leve marcando o gol (no meu treino deu certo rs). Os dois esportes foram praticados tanto na sala de condicionamento como ao ar livre. Quando minha cadeira estava em forma, eu fazia circuitos de manobras com ela, passando entre os cones através de curvas de um lado para outro, fazendo ida e volta, andando com a cadeira de frente e até de ré. Teve até um circuito que formava uma pista usando os cones, no qual eu tinha de percorrer de olhos vendados, seguindo os comandos dos educadores, ditando minha direção e na segunda vez, era só um "vai bater!". Antes e depois das atividades, era preciso dizer como me sentia, cansado, muito cansado ou não, além de contar qual era minha pressão e temperatura do dia. Durante a sessão, podia escolher a música de fundo para empolgar nos exercícios. Em outro momento, ganhei a companhia de um rapaz e de uma moça, que passaram a fazer as atividades também, o que permitiu que jogássemos juntos a bocha. Eu dava azar de ficar em último lugar na maioria das vezes, mas sempre me divertia. As últimas atividades foram um quiz entre nós sobre coisas antigas e algumas rodadas de pescaria que nem aquelas de festa junina. Ed e Cristina.

SERV.SOCIAL: a assistente social me ajudou bastante ao facilitar na marcação de algumas consultas médicas e no acesso a alguns serviços municipais. Mas o que reabilitou minha vida foi seu entusiasmo ao conhecer minha história e alguns de meus feitos (é que adoro inventar coisas criativas e interessantes para fazer rs), junto de seu grande incentivo para meus planos futuros. Inicialmente, ela me passou uma série de perguntas (chamada "Livro Pessoa") sobre o conteúdo que minha vida teria se fosse um livro. Fiquei animado em respondê-las e aproveitei para acrescentar minha poesia "DMD - Deus Me Deu" (cuja sigla se refere à minha doença). Ela compartilhou comigo textos de grande sabedoria, com reflexões e dicas essenciais para uma boa vida. Ela me ajudou a criar meu Projeto de Vida, com metas em várias áreas de minha vida para cumprir. Hoje, relendo essas metas, percebi que consegui cumprir algumas delas: assisti ao desfile das escolas de samba de São José no Carnaval deste ano, passei a sair mais de casa, fui à praia 3 vezes em um dos semestres deste ano. A meta de escrever 4 postagens por mês no blog, mesmo que eu não consiga cumprir, me trouxe até aqui com muitas postagens e tenho tudo para bater meu melhor ano (2009, com 34 postagens). E escrever me faz muito feliz, pois me permite cumprir meu propósito de transmitir amor por meio de meu talento poético. O que escrevo faz um bem enorme para meus queridos leitores, para todas as pessoas à minha volta e para mim. Thaís e Joelma.

NUTRI: assim que entrávamos na sala, eu estacionava minha cadeira em um dos cantos, de frente para a cadeira da nutricionista e já começava a confessar todas as extravagâncias de doces ou salgados que como nos fins de semana, sem esconder nada rsrs A preocupação era sempre com a quantidade ingerida de sódio, o funcionamento do intestino, o consumo de vitamina D com o iogurte Densia ou tomando sol e a alimentação de 3 em 3 horas. Mas é um controle muito importante para a saúde de todos. A cada mês, eu parava na balança para me pesar com a cadeira junto e depois calculava subtraindo para chegar ao meu peso. Só teve uma vez que tirei o colete para tirar algumas medidas do abdômem e dos braços com fita métrica e adipômetro. Também ficávamos de olho nos números de minha pressão. Em várias sessões, lemos textos com dicas e informações sobre a pirâmide alimentar, os tipos de alimentos, as fontes nutricionais. De tarefa, já levei alguns rótulos de alimentos consumidos (achocolatado, cookies integrais, leite, suco e pão), mostrei o cardápio que tive durante 2 dias de minha semana. Depois de meses de instruções, confissões das delícias e dos eventos dos fins de semana, de saber do que gosto, do que não gosto e do que tenho mais facilidade para engolir, a nutricionista preparou uma sugestão de cardápio para mim. Kellen.

ENFERMAGEM: em todos os dias de Lucy, antes das atividades e terapias, era preciso passar pela equipe de enfermagem para medir pressão, temperatura e batimentos - enquanto isso, dava tempo de conversar sobre o fim de semana, contar um pouco mais sobre mim e conhecer um pouco mais de cada enfermeiro. Por eu ir mais agasalhado, tinham que dar um jeitinho para encaixar o termômetro no braço. Entre cada medida, o bom-humor sempre esteve presente e uma leve expectativa de estar aprovado para fazer as atividades e graças a Deus, só faltei uma ou duas vezes e perdi apenas uma atividade por pressão alta. De ficha carimbada, as sessões de enfermagem eram dentro de uma sala e eram passadas apresentações de slides sobre vários sistemas, funções, partes e temas ligados ao corpo humano, além de doenças e enfermidades diversas, tudo muito bem explicado e respondido de forma atenciosa. Eram como aulas feitas por um bate-papo descontraído e acessível. Me sentia em uma sala de aulas interessantes. Qualquer machucado, eles faziam questão de cuidar - quando meu nariz machucou bastante por conta do uso da máscara do Bipap, me indicaram o curativo adesivo chamado hidroculóide e a enfermeira especialista em curativos cuidou de mim. Até hoje quando preciso, aplico em casa o curativo. Cheguei a assistir algumas palestras no auditório do Lucy, com slides mostrados no telão para vários pacientes - o palco é acessível com rampa. Fábio, Glaice, Melissa, Taís, Félix, Sandra, Jason, Lálter e Fernando.

PSICO: a verdade é que cada sessão era um desafio rs "O que vou dizer esta semana?" - aí eu repassava mentalmente os principais acontecimentos de cada dia, mesmo sabendo que só na hora eu descobriria meus assuntos. As psicólogas acabaram sendo para mim como amigas a quem eu dividia minhas dores mais secretas e podendo conversar com elas no ambiente fechado da sala, acabava sendo minha esperança de revelar meus sentimentos mais profundos, sem medo nem julgamento. Na hora em que algo me desanimava, eu pensava que poderia falar para elas. Mas na prática, tive de vencer minha timidez e minha preocupação de não querer julgar as pessoas. O tempo das sessões passava voando, até porque eu costumava demorar para me abrir, sendo necessário me cutucar, me perguntar ou falar comigo para descobrir meus mistérios rsrs Cada sessão de psicologia era que nem um templo no qual eu consultava um oráculo para saber o que fazer da minha vida, juntando conselhos e dicas essencias para me sentir melhor. Foi tão bom contar com a parceria das psicólogas, sempre dispostas a abrir meus olhos com sinceridade (todas as vezes eu concordava rs) e a me ajudar a encontrar uma solução para minhas dores. Um dos trabalhos principais comigo foi para me posicionar mais em cada área da minha vida, de modo a ter maior confiança em mim mesmo, falar para as pessoas aquilo que quero ou não quero, sem me preocupar tanto com o que todos vão pensar de mim ou se posso incomodar de alguma forma. Pois é, até o poeta tem suas doideiras rsrs Carolina e Elaine.

FISIO: em 2 manhãs da semana, era a primeira terapia do dia. Eu e meu pai (acompanhante) aguardávamos a abertura da porta dupla, pois a fisioterapia é feita com um grupo de pacientes - no começo, apenas eu era atendido no meu grupo (aí já viu, a atenção era total para mim, uma fisio pegava na perna e outra no braço rsrs), mas com o tempo fui ganhando companhia de outros pacientes, o que tornou tudo ainda mais animado. Fui atendido por 2 fisioterapeutas, uma em cada dia e me dei muito bem com elas - que visitaram meu blog, ouviram meus segredos e se divertiram com algumas histórias. Geralmente eu entrava na sala, dava um oi para todo mundo e ia direto para a maca, que tinha um travesseiro da Nasa e uma almofada em formato de rampa para as pernas. Meu pai tirava meu colete ortopédico, meu tênis e me deitava na maca, onde fazíamos os exercícios de alongamento nas pernas. Deitado, as fisioterapeutas alongavam uma das pernas para ensinar e relembrar de como se fazia corretamente e depois, meu pai alongava a outra perna, da mesma forma - eu ficava de olho para ver se ele fazia certinho rsrs Durante as alongadas nas pernas ou quando uma das fisios estava por perto, aproveitava para contar meus causos e minhas bobeiras, tornando o ambiente divertido. O exercício mais marcante era o de esticar as pernas, pois precisava ganhar amplitude para pedalar - apesar da dor com a esticada, aos poucos foi valendo a pena e ganhei a amplitude nas pernas, permitindo o início da bicicleta. Inicialmente, era 1 hora de exercícios na maca; tempos depois, era meia hora na maca e em seguida, meia hora na bicicleta. Meu pai colocava o colete comigo deitado e me levantava para outra cadeira, vestia meu tênis e me empurrava com a cadeira empinada (sem os apoios de pé) até a "bicicleta automática" (tipo uma bicicleta só com os pedais, sem o assento - que no caso é a cadeira - que pedala automaticamente sozinha, ajudando os pacientes a fazer o movimento de pedalar). Comecei fazendo 5 minutos de bicicleta e fui me acostumando aos poucos até chegar a aumentar a velocidade e a duração das pedaladas, inclusive o movimento inverso, dando "marcha ré" com a bike rs Ao longo dos movimentos, costumava fechar os olhos, imaginando os músculos se movendo para exercitar as pernas, como se tivesse fazendo uma viagem entre cidades, correndo na velocidade dos ciclistas profissionais rs Quando acabava o tempo programado, o controle da bike apitava avisando, sem contar que era possível acompanhar a contagem regressiva do relógio. É um exercício que gosto muito de fazer. Ana, Dayana, Carolina, Izabel, Karina, Nathalia, Cíntia e Lucas.

T.O.: em 2 manhãs da semana, era a última terapia do dia. Do outro lado do corredor, eu e meu pai aguardávamos a porta dupla da sala da T.O. se abrir e a terapeuta nos chamar. Toda vez eu entrava na sala, me aproximava da piscina de bolinhas e virava minha cadeira para o lado dos espelhos e do relógio. No começo, por só ter eu em meu grupo, o atendimento era exclusivo, ficando de um lado meu pai e do outro a terapeuta sentada em uma cadeira com rodinhas - eu ficava impressionado com a velocidade que a cadeira chegava, pois suas rodinhas deslizavam com muita facilidade. Com a entrada de novos pacientes, meu pai ia fazendo alguns exercícios, enquanto as terapeutas iam atendendo eles e depois voltavam para me atender. Na T.O. a gente movimentava meus braços para cima, baixo, direita, esquerda, fora, dentro, dobrava, esticava, girava os punhos, alongava dedo por dedo (eu até brincava: "tá bom, você venceu, eu faço tudo o que você quiser" rsrs), tocava o dedão com cada dedo (movimento de pinça, usado para treinar a mão para pegar coisas), rodava o punho para os 2 lados, subia ou descia as mãos, enfim, uma série de exercícios exclusiva para os braços. O que me entusiasmava era o mistério dos famosos brinquedinhos para exercitar as mãos e os braços, para estimular maiores movimentos no dia-a-dia, onde ficava curioso para saber com qual eu brincaria durante a sessão rsrs Tinha um exercício de apertar os pregadores com uma mão de cada vez e levantá-los com a ponta aberta até alcançarem o barbante e ficarem presos nele. Tinha o exercício de colocar as mãos em um pote de bolinhas geladas e meladas, com o objetivo de pegar algumas bolinhas de gude escondidas. Ou em outra versão com pedacinhos de milho e bolinhas de gude. Tinha o exercício de colocar argolas em volta de um pote, revezando os braços e depois tirá-las e colocá-las nas mãos das terapeutas. Tinha o exercício de encaixar as peças no tabuleiro do jogo "Resta Um", fazendo pinça com cada um dos dedos e ao jogar ir tirando peça por peça do mesmo jeito. Tinha o exercício do jogo de boliche com bola e pinos de plástico. Tinha o do quebra-cabeças chamado Tangran, cujas peças em diversos formatos poligonais, quadrados ou redondos deveriam formar o quadrado do tabuleiro - tentei de tudo, mas não cheguei nem perto de conseguir, descobrindo assim que não levo o menor jeito rs Tinha o exercício de apertar as massinhas mais grudentas que já vi com cada mão e quanto mais as apertava, mais preso ficava nelas, com o dedão enrolado nelas e a mão toda grudada - era preciso muita força para abrir cada mão sem a ajuda da outra e quando enfim conseguia, alguns restos das massinhas continuavam grudados nas unhas, nos cantos dos dedos e das mãos. Débora, Flávia, Lívia, Lígia e Keilla.

OFICINA: na última sessão de T.O. me fizeram o convite: "você gostaria de fazer a oficina de arte?". Respondi que sim na hora, pois adoro o Lucy e todos que lá trabalham! Além de gostar de fazer arte e ser um cara criativo rs Poderia trabalhar costurando tapetes ou montando caixinhas com palitos de sorvete. Não consegui trabalhar no primeiro, então fiquei com os palitos - mas tive a companhia de um amigo que costurou um tapete. O primeiro passo foi procurar na internet modelos prontos de diversos formatos e cores dessas caixinhas. Só de olhar parecia uma missão impossível, por isso comecei com um modelo quadrado que é mais simples. Mãos à obra: tudo começou quando aprendi a montar a base da caixa, na qual era preciso encostar alguns palitos entre si e nas suas duas extremidades colar 2 palitos. Em cada andar dos palitos, ia colando de 2 em 2 paralelamente e revezando a posição, ficando um pequeno espaço vazio entre cada andar. A cada semana, fui pegando o jeito de colar os palitos, a caixinha foi tomando forma e percebi que não é tão difícil fazer este trabalho - exige tempo e dedicação, porém durante sua confecção se mostra como uma terapia relaxante, um exercício prazeroso para as mãos e os braços e o principal, despertou ainda mais a confiança em mim mesmo. Isso ampliou minhas possibilidades de atividades para fazer em casa, usando os movimentos que tenho no momento para coisas diferentes, como o artesanato. Para finalizar a caixinha, faltava criar sua tampa parecida com uma pirâmide maia: basicamente é a mesma técnica de colagem da base, mas o que mudava era o fato de que em cada andar, os palitos iam sendo colados até se aproximarem do centro, que acontecia no último andar da tampa. O toque final era a pintura com tinta guache, cuja cor que escolhi foi azul: inicialmente pintei a base da caixinha pelos lados de fora, depois pintei a base pelo lado de fora, depois pintei a caixinha toda por dentro. Dei uma última pintada entre os vãos de cada andar. A pintura passou para a tampa, onde pintei por baixo, depois por cima e por fim, em todas suas laterais. Após secar a tinta, a caixinha de palitos ficou pronta, me deixando muito feliz e auto-realizado, além de ser exposta na semana em homenagem ao Dia das Mães, ao lado de outras obras. A segunda arte que criei foi uma luminária também com palitos de sorvete (confesso que não é de sorvete, usei o termo apenas para facilitar rsrs), seguindo a mesma técnica da caixinha: a base com alguns andares tinha um formato quadrado, igual ao da caixinha, formando uma espécie de "torre". Ao invés da tampa, foi colada por cima uma segunda torre sem base, para dar continuidade à anterior, porém com formato de losango. Logo acima, mais uma torre quadrada. Seguindo a sequência: mais uma torre em losango e uma torre quadrada - sem tampa para que a futura luz da luminária apareça. No total, foram 5 torres coladas. Outra alteração na arte, foi a pintura dos palitos antes de colar, de modo individual, que no começo era um teste para descobrir se mesmo pintados, os palitos conseguiriam ser colados rs Escolhi a cor vermelha para pintar cada palito. Só ficou faltando a lampadinha e o interruptor para criar a luz rs Seguindo a sugestão de uma das terapeutas, experimentei fazer um trabalho com colagem de tiras pequenas e enroladas de papel, para preenchimento do desenho de uma pomba branca. Usamos uma cartolina amarela, imprimimos um desenho de pomba que depois recortei e colei na cartolina. Para produzir as tiras, a terapeuta corta o papel em pedaços retangulares finos e meu pai com um palitinho enrola esses pedaços e cola para deixar as tiras firmes. E eu pego cada tira com as mãos, molho em um pouco de cola e faço a colagem sobre o desenho da pomba. Nos primeiros instantes, parecia que as tirinhas não conseguiriam grudar ou que não daria o efeito esperado, mas ao longo do preenchimento do desenho, o visual vai ficando muito bonito, parecendo penas em 3D rs


EQUIPE DO LUCY: o acompanhamento dos MÉDICOS Dr. Fabiano e Dr. Lee foi essencial para os progressos e as conquistas em minha reabilitação. O Dr. Fabiano me atendeu mais de uma vez e nos corredores sempre tirou minhas dúvidas e deu dicas para minha saúde. Tive consulta com o Dr. Lee apenas uma vez, mas valeu muito a pena, pois ele se aprofundou em meu caso, conversando comigo e com meu pai por 1 hora, com sugestões incríveis para ampliar os ganhos de movimentos. O Lucy Montoro oferece ainda as atividades de ACUPUNTURA (com a Dra. Maria Angélica e o Dr. Ricardo, aplicando agulhas em alguns pontos do corpo, mas não cheguei a fazer essa atividade) e de INCLUSÃO DIGITAL (em um horário bem cedo com as terapeutas ocupacionais, para aprender a usar o computador através de adaptações ou de um mouse ocular, além de aprender a usar o video-game). Para recuperar a energia, por volta de 9:45 as copeiras (Simone, Luciana e Rosemeire) passa com um carrinho pelo auditório, oferecendo LANCHES para os pacientes e seus acompanhantes, sendo que agora tem suco ou cafézinho, acompanhado de um sanduíche. Desde que chego no centro, já sou acolhido com alegria e entusiasmo por todos da RECEPÇÃO, que procuram atender da melhor forma possível (Aline, Sueli e William). Enquanto vou passando pelos corredores, vou observando os bastidores do pessoal da ADMINISTRAÇÃO, passando de um lado para o outro com papéis nas mãos ou de dentro das salas, em suas mesas e computadores, vão organizando o Lucy e fazendo tudo funcionar - colocando em seus trabalhos carinho e dedicação (Arianne, Claudineia, Priscila, Ligia, Suely). De tão feliz e satisfeito, não tenho nada a reclamar para o Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), que é facilmente acessível através da Alessandra em sua sala ou nos corredores ou nas urnas espalhadas perto de algumas salas, onde é possível preencher um papel, assinalando sua satisfação pelas atividades, além de espaço para dicas e sugestões - eu inclusive, preenchi um papel e fui só elogios, com toda minha sinceridade. E para melhor atender seus visitantes, procuram cuidar do lugar nos mínimos detalhes, seja na LIMPEZA de cada ambiente com total dedicação, seja nos sistemas funcionando com excelência no departamento de T.I., seja na área de SEGURANÇA e proteção de tudo.

PACIENTES: Entre os instantes de espera e os intervalos das atividades, as conversas com outros pacientes pelos corredores são sempre descontraídas e animadas. Durante as sessões, poder conviver em companhia dos amigos pacientes é algo que me incentiva ainda mais, além de ser uma boa oportunidade para conhecer suas histórias de superação. Fico contente pelo aprendizado que ganho através de cada exemplo que conheço. Davi, Flávio, Vanilda, Herminda, Nivaldo, Mike, Guilherme, Dejeane, Ramires, Douglas, Dona Cida, Felipe.

Dedico esta postagem a todos os profissionais incríveis que trabalham na Lucy Montoro - todos vocês, sem exceção, têm feito a diferença em minha vida. Admiro imensamente o carinho com que fazem seus trabalhos, sempre sorrindo e desejando sinceramente o melhor de cada paciente. Muito obrigado a todos por ajudarem a reabilitar minha vida. Dedico a todos os pacientes que assim como eu, buscam o melhor para suas vidas, se reabilitam com empenho, dão força um para outro e me fazem aprender a cada dia. Dedico também, a toda minha família, que tem tornado possível minha presença neste maravilhoso centro de saúde.

Um grande abraço!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A Criança Que Existe em Nós

Olá pessoas,

Não sei se as crianças costumam acompanhar meu blog, mas como este ano estou por dentro das datas especiais, aproveito a oportunidade para desejar a todas elas um Feliz Dia das Crianças! Que seja um dia de muitas brincadeiras e travessuras, de muitos jogos divertidos, de muitas aventuras ao ar livre, de muitos esportes saudáveis e o principal, de muita união com seus amigos e com suas famílias. Que se divirtam ao máximo, vivendo os melhores momentos desta maravilhosa fase da vida. Que neste dia 12 e em todos os seus dias, a alegria de ser criança esteja presente em todos os lugares. Minha mensagem é para meus leitores do blog que possuem filhos ainda crianças, para as crianças leitoras do blog, para meus amigos que possuem filhos crianças, para meus amigos que são crianças, para meus familiares que possuem filhos crianças, para meus familiares que são crianças, enfim, para todas as crianças deste mundo. É o sincero desejo deste poeta que um dia já foi criança (não faz tanto tempo assim rsrs).

Na psicologia, é dito que toda pessoa tem uma "criança interna" que foi reprimida no passado por algum fato marcante. Não sou psicólogo, mas acredito que quando a seriedade adulta toma conta de nossa rotina por completo, não permitindo o sentimento da alegria, a vida fica com um grande vazio. Na inocência da infância, brincamos usando toda nossa imaginação e todos nossos sonhos. Na adolescência, os brinquedos são mais radicais e os adolescentes se juntam em "tribos". Na juventude, pouco antes da fase adulta, as brincadeiras ficam por conta das cartas de baralho e das motos e carros.

Quando nos tornamos adultos, parece que a sociedade impõe que a criança dentro de nós nunca mais irá existir. É como se tivéssemos de provar 24 horas por dia que somos adultos, através de atitudes sérias e robóticas. Claro que a própria rotina exige uma conduta mais responsável, correta e pensada, para otimizar nossas atividades de cada dia. Não há muito espaço para erros ou enganos - qualquer passo fora do caminho, já cria um comentário de que se age feito criança. Quando na verdade errar é humano e ser adulto não é ter perfeição em tudo. Sendo criança, adolescente, jovem ou adulto, os erros acontecerão um dia ou outro: a diferença é que tendo uma experiência maior de vida, o adulto saberá transformar seu erro em um grande aprendizado.

Sem contar que há muito o que se aprender com as crianças e principalmente, com a criança que existe em nós e está tímida em nosso coração. Aquela criança que sonhou com o que "queria ser quando crescer" (não me lembro o que sonhei, mas me sinto abençoado em ser um poeta) e hoje pode acordar a cada dia, praticando o amor ao próximo. Aquela criança cheia de imaginação e fantasia, misturando todos os desenhos que assistia e deixando a mente aberta para tudo, hoje em evidência por meio da criatividade (atualmente, sinto que minha criatividade é o resultado de minha imaginação e de meus sonhos do passado, pois sempre desenhei ou criei personagens ou fiz arte de diversas formas) e das ideias mirabolantes. Aquela criança sorridente ao ver um amiguinho para brincar, compartilhando os bonequinhos ou carrinhos, incluindo todos no pega-pega, no esconde-esconde, nas quadras de futebol ou nas rodadas de video game. Aquela criança curiosa e inocente, capaz de fazer perguntas inimagináveis e ao mesmo tempo, mostrando uma imensa vontade de descobrir o mundo ao seu redor.

Para ajudar a despertar a criança que existe em nós, jovens ou adultos, começo desejando também um Feliz Dia das Crianças! Vamos deixar de lado nossa vergonha em nos divertir como na época de infância e aproveitar este dia para jogar cartas, quebra-cabeças, tabuleiros, praticar esportes como tênis de mesa, sinuca, futebol (com essa chuva vai ser difícil, mas se for possível rsrs), jogar no computador ou no videogame com as pessoas (no Wii, Guitar Hero ou Play Station, entre outros rs), cantar no videokê, etc... Podemos entrar no clima e na brincadeira das crianças mais próximas que conhecemos (seja entre os amigos, familiares e conhecidos) - isso faria a alegria delas e a diversão para nossa alma. Ou brincar ao lado de pessoas adultas, mas com espírito brincalhão. Outra maneira de comemorar este dia, é seguir a onda das redes sociais, onde cada um tem postado fotos de quando era pequeno e entrar em contato com nossas lembranças de infância. Relembrar o passado pode nos fazer refletir sobre o quanto estamos nos divertindo neste momento de nossa vida. Será que não merecemos nos divertir mais? Vamos colocar a conversa em dia com aquela criança que um dia fomos, ela que está entusiasmada para viver a vida com toda intensidade. Ao invés de reprimir ou esconder esta profunda vontade de sentir novamente aquela diversão de antes, é mais do que hora de libertá-la sem medo e sem preocupação com aquilo que pensarão de nós.


O que eu quero ser quando já cresci?
Quero continuar sendo poeta,
Propósito que ganhei desde que nasci,
Mas descobri na idade certa.
Quero continuar sendo eu,
Unindo eu adulto e eu criança,
Na eterna lição do caminho meu,
Que na alma promove a mudança.

Quero achar a pureza da infância,
E o amor inocente que emociona,
Cuja grande importância
É a diversão que me proporciona.
Quero ser um eterno aprendiz
Com alegria e bom humor,
Tendo chance de ser feliz...
Transformando a dor em amor.

Quero estar junto
Da criança que existe em mim,
Sendo responsável e maduro,
Porém com bondade,
Curiosidade,
Sonhos,
Imaginação,
Brilho no olhar...
Pois ser poeta é ser assim!

Um grande e divertido abraço